Caso Daniel Alves: saiba tudo o que ocorreu no 1º dia de julgamento da acusação de estupro

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Caso Daniel Alves: saiba tudo o que ocorreu no 1º dia de julgamento da acusação de estupro

Julgamento em Barcelona teve depoimentos de jogador de futebol, da vítima e de testemunhas do suposto estupro que teria sido cometido no banheiro de uma boate em Barcelona

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O julgamento da acusação de estupro que uma jovem faz a Daniel Alves começou nesta segunda-feira (5), em Barcelona, na Espanha, presidido pela juíza Isabel Delgado Pérez e acompanhado pelos magistrados Luis Belestá Segura Pablo Díez Noval. O jogador de futebol compareceu ao local vestindo camisa branca, jeans e tênis branco e se manteve em silêncio boa parte do julgamento.

Se o jogador for condenado por estuprar uma jovem no banheiro de uma boate de Barcelona em 30 de dezembro de 2022, ele terá de pagar € 150 mil (R$ 783 mil) como indenização, a título de danos morais e psicológicos. Além disso, ele pode pegar até nove anos de prisão. Daniel está em prisão preventiva desde janeiro de 2023, no Centro Penitenciário Brians 2, na Espanha.

A próxima audiência ocorre na terça-feira (6), às 11h. Serão ouvidas 22 testemunhas na programação, entre elas Joana Sanz, mulher do jogador.

Daniel Alves em primeiro dia de julgamento — Foto: Reprodução/GE
Daniel Alves em primeiro dia de julgamento — Foto: Reprodução/GE

Defesa do jogador

Segundo o Globo Esporte, Inés Guardiola, advogada do atleta, tentou anular a causa por questões jurídicas e argumentou que seu cliente teve o direito de defesa violado, já que o caso teria tido 15 dias de investigação unilateral, sem conhecimento do acusado.

Ela alega que por não saber que estava sob investigação, Daniel não teve direito a fazer um teste do bafômetro. A advogada ainda pede a suspensão do julgamento oral, alegando que o juiz de instrução não aceitou que um segundo perito examinasse a vítima.

A defesa ainda acredita que o juiz tenha sido sugestionado pelo vazamento de informações parciais publicadas na imprensa. “O juiz de instrução foi contaminado pela comunicação social e deve levar à anulação e à liberdade”, afirma a advogada, que ainda desmente a notícia dada no começo das acusações de que a Joana Sanz tenha pedido o divórcio a Daniel. “Não foi assim”, afirmou.

Inés Guardiola então pediu para que Daniel depusesse no fim do julgamento, após terem sido escutados a vítima, testemunhas, peritos e outros profissionais envolvidos. A juíza aceitou o pedido, mas negou irregularidades sobre julgamento unilateral.

Daniel Alves em primeiro dia de julgamento — Foto: Reprodução/GE
Daniel Alves em primeiro dia de julgamento — Foto: Reprodução/GE

Defesa da vítima

A vítima, que não teve a identidade revelada, deu seu depoimento de forma confidencial e com as câmeras, que transmitiam o julgamento, desligadas, sua voz distorcida e sem contato visual com o suposto agressor. Ela contou que seu grupo foi convidado para uma área VIP da boate e levado por um garçom até uma mesa onde estava Daniel Alves, a quem a vítima não reconheceu.

Após serem apresentados, os dois dançaram juntos. Neste momento, ela afirma que ele levou várias vezes a mão dela até seu pênis. Assustada, ela retirou a mão da parte íntima do jogador. Após isso, Daniel sugeriu que ela o seguisse até uma porta, que depois ela se deu conta de que se tratava de um banheiro.

A vítima afirma que tentou sair do local, mas foi impedida pelo jogador. Ele então teria penetrado à força a jovem de forma violenta até ejacular. Ao terminar o estupro, ele teria deixado o banheiro. A jovem então relatou que assim que deixou o banheiro, relatou a uma amiga o que havia acontecido. Elas informaram à segurança do local sobre o suposto crime, mas Daniel já havia deixado o local. Logo em seguida a vítima diz ter ido imediatamente a um hospital, onde foi encontrado o DNA de Daniel Alves nos exames. A denúncia à polícia foi feita dois dias depois.

Julgamento de Daniel Alves — Foto: Reprodução/GE
Julgamento de Daniel Alves — Foto: Reprodução/GE

Testemunhos

Cinco testemunhas foram chamadas para depor: uma amiga e uma prima da denunciante, o porteiro e dois garçons da boate. Ana Matallana, amiga da jovem diz que sentiu a tensão da amiga durante a aproximação de Daniel.

“Ele se aproxima dela com a mesma atitude pegajosa com que se aproximou de mim. Vejo ela tensa… Eles vão até uma porta e eu já a perco de vista”, contou Ana, que ainda disse que após reencontrar a amiga, viu um hematoma que teria sido deixado pelo jogador em seu joelho quando ele teria jogado a acusante no chão para praticar a penetração. “Ele me machucou muito, ele me machucou muito, ele gozou dentro de mim”, teria dito a jovem à amiga.

Aos prantos e dizendo que a amiga não era a mesma desde então. “Ela está muito mal, emagreceu, está ansiosa. Ele tinha um círculo de amigos e agora não confia em ninguém. Em todo lugar que a gente vai ela acha que eles estão olhando para ela, ela não fica calma, ela acha que eles vão olhar para ela. Em qualquer lugar”, pontuou.

A prima da jovem que acusa o jogador endossou o testemunho da amiga. Ela afirmou que Daniel e seu amigo dançavam muito em cima delas e que o jogador teria tocado nas suas partes íntimas.

Um dos garçons da boate contou que o jogador tinha à mesa uma garrafa grande de champanhe. Os dois garçons afirmaram não terem notado nada de estranho no comportamento do jogador, mesmo com o álcool ingerido. Já o porteiro da boate afirmou que a vítima não estava alterada ou em estado catatônico, mas que chorava. Ele ainda informou que Daniel teria deixado o local olhando para a frente.

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