Ex-marido de jovem que calou choro de bebê de 6 meses com fita adesiva é preso suspeito de feminicídio em MT

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Ex-marido de jovem que calou choro de bebê com fita adesiva é preso suspeito de feminicídio em MT
Antônia foi encontrada no domingo (3), caída com sinais de espancamento no acostamento da BR-163 — Foto: Reprodução

Ex-marido de jovem que calou choro de bebê de 6 meses com fita adesiva é preso suspeito de feminicídio em MT

Antônia foi encontrada no domingo (3), caída com sinais de espancamento no acostamento da BR-163.

Um homem, identificado como Paulo José da Silva, de 27 anos, foi preso na sexta-feira (8) suspeito de matar a ex-companheira, Antônia Ivila Araújo Nunes, de 20 anos, no início de dezembro, em Sinop, a 503 km de Cuiabá. Em 2022, Antônia foi encaminhada a um psiquiatra em Guarantã do Norte, suspeita de colar fita adesiva para tapar a boca da filha de 6 meses.

De acordo com a Polícia Civil, Antônia foi encontrada no domingo (3), caída com sinais de espancamento no acostamento da BR-163 e chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Segundo a delegada da Polícia Civil responsável pelo caso, Renata Evangelista, o suspeito jogou Antônia às margens da rodovia por uma suposta traição e compareceu ao velório da vítima.

Veja também: Jovem suspeita de colar fita adesiva para tapar a boca da filha de 6 meses morre em MT

“O suspeito chegou a comparecer no velório da vítima. Ele disse que foi beber com os amigos quando teria saído da confraternização sem a vítima, mas imagens de segurança mostram que isso não é verdade.”, disse.

Em 2022, Antônia foi encaminhada a um psiquiatra após ser filmada colando fita adesiva para tapar a boca da filha de 6 meses. O suspeito, pai da criança, filmou a atitude da mãe e o vídeo repercutiu nas redes sociais, chegando ao Conselho Tutelar.

Nas imagens, é possível ver a bebê deitada em uma cama, chorando com a boca tapada com fita. Em seguida, o pai retira o adesivo e questiona a mãe do motivo dela ter feito aquilo, mas ela permanece em silêncio. A polícia suspeitava que a mulher estava com depressão.

Ainda de acordo com a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), a vítima teria voltado a se relacionar com o suspeito sem que ninguém da família soubesse. Os familiares eram contra o relacionamento por Antônia já ter sofrido vários tipos de violência por parte do suspeito.

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