A intensa disputa travada nos bastidores da Federação União Progressista em Mato Grosso tem chamado a atenção pelo peso político de seus protagonistas. No entanto, além da corrida ao Governo do Estado, o embate pode ter reflexos diretos em Rondonópolis, especialmente na definição dos projetos locais para a Câmara dos Deputados.
De um lado está o ex-governador Mauro Mendes, principal defensor da aliança da federação com o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Do outro, os irmãos Júlio e Jayme Campos, que defendem uma candidatura própria da sigla ao Palácio Paiaguás, tendo Jayme como possível candidato ao Governo do Estado.
Embora a disputa estadual esteja no centro das atenções, em Rondonópolis o confronto ganha contornos ainda mais estratégicos. Isso porque os dois grupos possuem interesses distintos na formação da chapa de deputado federal e apostam em nomes da cidade para ampliar sua influência política na região sul de Mato Grosso.

Mauro Mendes não esconde sua preferência pelo projeto do ex-candidato a prefeito Paulo José Correia. O ex-governador tem defendido abertamente a construção da candidatura de Paulo à Câmara Federal e vê no rondonopolitano uma importante liderança para fortalecer a federação na região.
Já o grupo liderado por Júlio e Jayme Campos trabalha em outra direção. Os irmãos têm demonstrado simpatia pelo projeto político do vice-prefeito de Rondonópolis, Altemar Lopes, que também é apontado como potencial candidato a deputado federal em 2026.

Nos bastidores, lideranças políticas avaliam que a disputa entre Mauro Mendes e os Campos pode acabar influenciando diretamente o espaço, a estrutura partidária e o apoio político que cada um dos pré-candidatos rondonopolitanos terá durante a campanha.
A situação ganha ainda mais relevância porque tanto Paulo José quanto Altemar Lopes possuem bases eleitorais consolidadas na cidade e podem perder espaço e até mesmo ter as candidaturas impedidas por um dos grupos. Dependendo do desfecho da briga interna na federação, um dos projetos poderá sair fortalecido, enquanto o outro poderá ser inviabilizado.
Enquanto Mauro Mendes conta com a maioria da executiva estadual da Federação União Progressista para sustentar seu posicionamento, os irmãos Campos buscam apoio junto à direção nacional da legenda, onde possuem trânsito político e contam com o respaldo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Por isso, mais do que uma simples divergência sobre a eleição para governador, a disputa interna da federação pode acabar sendo determinante para o futuro político de duas importantes lideranças de Rondonópolis. O que hoje parece uma batalha estadual tem potencial para influenciar diretamente a representação da cidade na Câmara dos Deputados a partir de 2027.











