Urgente: Seu diesel está comprometido; Aprenda como solucionar

Regras se aplicam a usinas com capacidade de produção média de até 70 milhões de litros de biodiesel por ano
Devem ser beneficiadas usinas com capacidade de produção média de até 70 milhões de litros de biodiesel por ano - Foto: Divulgação/Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

O uso do biodiesel veio com o objetivo de migrar o consumo para um combustível renovável, trouxemos hoje um especialista, o Engenheiro Wesley Baldo, responsável técnico estadual no MT e BA pela Bardahl, principal marca mundial de aditivos, que nos contou um pouquinho sobre as consequências que o “novo” diesel traz, principalmente no bolso do consumidor. Ele chama a atenção do consumidor final sobre quais precauções devemos tomar e as soluções viáveis para evitar uma série de inconvenientes.
Segundo o engenheiro, desde os anos 2000, devido à busca mundial por redução nas emissões de poluentes, o diesel começou a diminuir suas concentrações de enxofre (Sigla “S” da tabela periódica de elementos químicos), passando de S1800 para S500, depois S50 e agora S10. Essas nomenclaturas se referem ao nível de concentração do elemento enxofre presente no diesel em ppm(partículas por milhão) – referência utilizada para concentrações de elementos químicos em líquidos. Ou seja, o S10 comercializado atualmente possui 10 ppm de enxofre no diesel, quantidade muito abaixo da que era comercializada antigamente, que era de 1800 ppm.
Ele ainda fala que com a evolução dos veículos e a busca por redução de emissões de gases poluentes, os mesmos passaram a ser produzidos para aceitar somente concentrações menores de enxofre, ou seja, utilizando S10. Porém, um detalhe importante foi deixado de lado: o fato de que o enxofre era o elemento que dava lubricidade ao diesel, além de proteger um pouco mais contra a proliferação de bactérias e fungos, permitindo que o diesel tivesse maior vida útil comparado ao S10 de hoje.
Baldo complementa que além da queda dos níveis de enxofre, o aumento da concentração do biodiesel potencializou a deterioração do diesel, e já explicou por que. O diesel possui a característica de ser higroscópico (puxar água) e, como o biodiesel é uma matéria orgânica, temos uma combinação perfeita para a proliferação de bactérias. Com isso, sabemos que o diesel é armazenado em tanques (aéreos em casos de fazendas e transportadoras) que esquentam e esfriam, o que gera aquele “suor” dentro do tanque devido à umidade, ocasionando o acumulo de água no fundo do tanque. Assim, ocorre a formação de bactérias e a famosa “borra preta”(oxidação das cadeias de hidrocarbonetos presentes no biodiesel) no fundo do tanque.
Dentre os problemas, o Coqueamento (entupimento) dos bicos injetores, aumento do consumo de combustível, contaminação de diesel no óleo do motor (levando o motor a fundir), deterioração mais rápida do óleo lubrificante devido à maior carbonização ocorrida na combustão de diesel com contaminantes (bactérias, fungos e “borra”). A consequência disse tudo: “vai sair caro no bolso do consumidor final, que tem e continuará tendo uma série de problemas com o sistema de injeção do diesel, principalmente da linha pesada, onde o consumo é maior e o abastecimento vem, na maioria das vezes, de tanques aéreos.”
A boa notícia, segundo Wesley, é que com o uso de aditivos no diesel as emissões de poluentes diminuem consideravelmente e conseguem, além de matar bactérias e fungos, manter as unidades de injeção protegidas contra a proliferação de bactérias, formação de borra, ter ação descarbonizante e lubrificante .Ele complementa: “com o uso de um aditivo de diesel, é possível corrigir todos os problemas relacionados ao diesel. Porém, deve-se atentar à qualidade do aditivo que é comprado, pois muitas vezes são oferecidas medidas “mascaradas” que não são realmente eficazes, como limpezas periódicas em tanques aéreos ou realização de “diálises” rotineiras nas unidades de injeção de maquinários ou veículos, ações que podem ser evitadas ao se utilizar um aditivo de qualidade correto.”