O governador Pedro Taques, candidato à reeleição pelo PSDB, não irá extinguir a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) no segundo mandato à frente do Executivo estadual. O compromisso do tucano foi firmado em reunião com representantes do segmento cultural nesta segunda-feira (10.09), no Comitê 45, em Cuiabá.
Conforme pontuou Taques, adversários políticos têm declarado que farão a redução no número de secretarias de Estado, sem mencionar exatamente às quais pastas se referem. Para ele, estão no alvo secretarias como a de Agricultura Familiar e de Cultura.
“Nossa administração não só manterá a Secretaria de Cultura, como também seguirá com ações para estruturar os equipamentos públicos culturais”.
“Exemplo disso é que conseguimos agora, apesar das dificuldades financeiras, garantir junto à Secretaria de Fazenda recursos para viabilizar a abertura de dois museus que estão fechados, que são os museus de História Natural de Mato Grosso e o de Arte Sacra”, afirmou. O anúncio foi feito ao lado do secretário de Cultura Gilberto Nasser.
Taques explicou que a situação crítica em que encontrou os cofres do Estado e a maior crise econômica nacional com as quais teve que lidar durante os primeiros anos do mandato tiveram efeito direto na concretização das políticas públicas.
Apesar disso, como lembrou, a atual gestão implementou políticas que ultrapassam os limites de um Governo, tais como o CPF da Cultura.
Tirado do papel logo no primeiro ano do Governo Taques, o CPF da Cultura tratou de definir competências, a composição e estrutura do Conselho Estadual da Cultura, instituiu o Plano Estadual de Cultura e redefiniu o Fundo Estadual de Política Cultural de Mato Grosso. A iniciativa contempla prazos e recursos até o ano de 2026.
Como sugestão para os próximos quatro anos, os representantes do segmento sugeriram que seja reformulado o Fundo Estadual de Política Cultural, de modo a torná-lo híbrido para que pessoas possam contribuir financeiramente com o fundo e como retorno teriam o benefício do abatimento no imposto de renda.
A proposta, que agora está sob análise do Governo, foi feita com o objetivo de ajudar o Estado a seguir em frente na superação dos problemas econômicos.
A humanização da Secretaria de Cultura foi um dos pontos elencados pela produtora cultural Cibele Bussiki, que participou da reunião com Taques. Segundo ela, hoje, o tratamento ao segmento cultural é diferente do que ocorria nas gestões passadas.
“As pessoas lá dentro hoje sabem da história de cada um de nós, nos tratam com respeito e nos recebem de braços abertos”, disse ela ao defender também que o Vem Pra Arena passe a ser uma ação de Estado, dada sua importância para a comunidade.
AÇÕES PARA CULTURA – Na reunião, o governador ainda elencou as políticas que colocou em prática nos quase quatro anos de Governo.
Entre elas está o lançamento dos editais do Circula Mato Grosso cujos investimentos foram de mais de R$ 2,7 milhões, a realização de duas edições da Bienal das Artes de São Paulo no Estado, os investimentos de R$ 5 milhões no setor de audiovisual e a criação da MT Escola de Teatro.
“Daremos continuidade a essas importantes iniciativas que tivemos neste primeiro mandato. Vamos ampliar os Pontos de Cultura, o Vem Pra Arena e a MT Escola de Teatro.
Agora com a casa arrumada, vamos operacionalizar o funcionamento do Centro de Referência em Economia Criativa e fortalecer a realização de festivais de teatro, música, cinema e dança, além de lançar editais de fomento cultural para prefeituras e de seleção pública de projetos culturais”, finalizou.





