O estado de São Paulo teve a quinta morte confirmada por intoxicação por bebida alcoólica “batizada” com metanol, segundo boletim divulgado pelo governo de São Paulo nesta quarta-feira (8).
Os cinco mortos são:
- Um homem de 54 anos, morador da cidade de SP
- Um homem de 46 anos, morador da cidade de SP
- Um homem de 45 anos, morador da cidade de SP
- Uma mulher de 30 anos, moradora de São Bernardo do Campo
- Um homem de 23 anos, morador de Osasco
Até esta terça-feira (7), eram 3 mortes confirmadas. As duas novas confirmações são de mortes que ocorreram em 25 e 28 de setembro.
O governo também confirmou 20 casos de intoxicação por metanol e descartou 111. Há ainda 181 casos em investigação.
Terceira morte
Bruna Araújo, de 30 anos, estava internada em estado grave após ingerir vodca com suco de pêssego em São Bernardo do Campo e faleceu na segunda-feira (6).
A informação foi divulgada pela Prefeitura de São Bernardo do Campo, no Grande ABC, e ratificada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. O velório aconteceu nesta terça-feira (7).
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, Bruna morreu após a adoção de um protocolo de cuidados paliativos, em decisão tomada pela equipe médica em conjunto com a família.
A administração municipal afirmou, em nota, que a paciente “recebeu a melhor assistência possível” e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. Ela foi internada no dia 29 de setembro.
Protocolo morte cerebral
Na sexta (3), o hospital havia aberto protocolo de morte cerebral para a paciente, segundo a prefeitura.
O protocolo de morte cerebral reúne uma série de exames e procedimentos cujo objetivo é confirmar ou não a perda completa e irreversível das funções cerebrais, ou seja, a morte de fato. Para isso, os médicos precisam fazer, obrigatoriamente:
- dois exames clínicos que comprovem a ausência de percepção e a falta de funcionamento do tronco encefálico;
- teste que confirme ausência de movimentos respiratórios após estimulação máxima; e
- exame complementar que comprove ausência de atividade encefálica.
Bruna Araújo de Souza estava hospitalizada no Hospital de Clínicas de São Bernardo desde a manhã do dia 29 de setembro após ser transferida já entubada por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na cidade.
🔎 O metanol é uma substância altamente inflamável, tóxica e de difícil identificação. A ingestão, inalação ou até mesmo o contato prolongado com metanol pode causar náusea, tontura, convulsões, cegueira e até a morte.
A polícia esteve na distribuidora que teria feito a venda da bebida que Bruna consumiu no bar. Na delegacia, ele negou ser o único fornecedor.
Segundo a família, Bruna chegou a receber o “antídoto” para o metanol e passou por sessões de hemodiálise.
O namorado de Bruna também foi internado em outra unidade de saúde, segundo familiares.
Sintomas após o show
De acordo com relatos, Bruna esteve com amigos em um bar de São Bernardo para assistir a um show de pagode no domingo. Ela consumiu bebidas à tarde e à noite, mas apresentou sintomas apenas no outro dia.
“Estava feliz, se divertiu. Mas no dia seguinte teve náuseas, vômito e visão turva”, contou a amiga Gabriela Damasceno.
Na manhã seguinte, a jovem começou a passar mal e foi levada para atendimento médico.





