Balanço sobre situação de hospitais públicos é preocupante em Rondonópolis

Situação de hospitais públicos é preocupante em Rondonópolis
Foto: Roger Andrade/Primeira Hora

Após fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT),  o balanço sobre os hospitais em Rondonópolis é preocupante.

Foram fiscalizados o Hospital Municipal Dr. Antônio dos Santos Muniz, a Unidade de Pronto Atendimento Dr. Bolívar Amâncio de Carvalho e na terça (26), o Hospital Regional Irma Elza Giovanella.

De acordo com a equipe responsável pela fiscalização, no Hospital Regional foi detectada a falta de enfermeiro para supervisionar a assistência de enfermagem durante todo período de funcionamento do Ambulatório, do Serviço de imagem e da Central de Material Esterilizado.

Infiltração na ala de repouso, hospital Regional – Foto: Assessoria

Além disso, foi constatada a ausência de Anotação de Responsabilidade Técnica do Enfermeiro, do Processo de Enfermagem e de cálculo de dimensionamento de pessoal de enfermagem.

Segundo o balanço, ainda foram detectados problemas estruturantes. Atendimento de pacientes no corredor da emergência, falta de medicamentos e medicações preparadas sem identificação e pouco espaço entre leitos na observação do setor de emergência.

Também foram encontradas infiltrações em parede, vazamentos de aparelho de ar condicionado e desorganização dos ambientes, entre outros.

Posteriormente, todos os problemas serão comunicados às autoridades competentes.

Outras unidades

No Hospital Municipal Dr. Antônio dos Santos Muniz, foram detectados profissionais em exercício irregular da profissão e em desvio de função.

De acordo com a equipe de fiscalização, problemas estruturais também foram observados, como medicações vencidas, sem identificação e má conservação do mobiliário.

Medicação vencida – Foto: Assessoria

Na UPA Dr. Bolívar Amâncio de Carvalho, faltava cálculo de dimensionamento de pessoal e não havia enfermeiro no CME.

Além disso, foi observado um caso de exercício irregular da profissão.

Por conseqüência de deficiências de gestão existem problemas como pacientes e leitos não identificados, más condições de higiene e o descarte incorreto de material perfuro cortante, entre outros.

Descarte incorreto de material perfuro cortante – Foto: Assessoria

A equipe de fiscalização foi composta pelos conselheiros Lígia Arfeli (Cuiabá) e José Luís Souza e Vinícius Bergamo (Rondonópolis), pela chefe do Departamento de Gestão do Exercício Profissional do Coren-MT, enfermeira Flaviana Pinheiro, e pelas enfermeiras fiscais Cíntia Ribeiro (Rondonópolis) e Patrícia Vilela (Cuiabá).

Foto: Assessoria