Silva Sá classifica trânsito de Rondonópolis como o mais fatal que já viu em 27 anos de PM

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Foto: Primeira Hora - Silva Sá

Silva Sá classifica trânsito de Rondonópolis como o mais fatal que já viu em 27 anos de PM

Silva Sá acredita que a falta de um pátio municipal para apreensão de veículos contribuiu significativamente para o agravamento do problema

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O tenente-coronel Silva Sá, comandante adjunto do 4º Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso, afirmou que o trânsito de Rondonópolis é o mais agressivo e letal que já presenciou em quase 27 anos de carreira. A declaração foi feita durante sua participação no Primeira Hora Cast, na tarde desta segunda-feira (3), onde diversos temas ligados à segurança pública foram debatidos.

“Eu já trabalhei em três dos quatro cantos do estado e o trânsito de Rondonópolis é disparado o mais abusivo, agressivo e fatal que eu já vi nos meus quase 27 anos de polícia”, destacou o comandante.

Silva Sá acredita que a ausência de um pátio municipal para apreensão de veículos contribuiu significativamente para o agravamento do problema. Segundo ele, Rondonópolis é a única cidade do estado que não realiza blitz da Lei Seca por conta dessa falta de estrutura.

O comandante comparou a situação do trânsito local a uma criança criada sem limites: “A população acabou se acostumando a agir sem medo de punição, assim como uma criança que apronta sem ser repreendida pelos pais”, exemplificou.

Apesar de reforçar que não é favorável à apreensão de veículos de trabalhadores, Silva Sá ressaltou que é preciso responsabilidade no uso. “Esses veículos não podem se tornar armas que tiram a vida de outros pais e mães de família”, afirmou.

Durante o podcast, o tenente-coronel relembrou o caso recente de uma família que perdeu o pai em um acidente de trânsito. “A família ainda não se reergueu. O pai não era só o esteio patrimonial, ele era tudo. A família praticamente se desfez”, lamentou.

Por fim, Silva Sá defendeu a criação de novas unidades especializadas da Polícia Militar em Rondonópolis, como um Batalhão de Trânsito, além de bases da Rotam, Bope, Canil e Cavalaria, que, segundo ele, poderiam contribuir diretamente para a redução dos índices de violência em geral na cidade, inclusive as mortes no trânsito.

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