Senador José Medeiros e comitê discutem criação da Universidade Federal de Rondonópolis

senador josé medeiros e comitê discutem criação da universidade federal de rondonópolis

Com parecer técnico favorável do Ministério da Educação (MEC) para criação da Universidade Federal de Mato Grosso em Rondonópolis a partir da emancipação do campus, representantes doComitê Pró-Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) se reuniram, na sexta-feira (01), com o senador José Medeiros (PPS) para definir estratégias para acelerar o processo de aprovação junto ao Governo Federal e ao Congresso Nacional.

“Com o parecer favorável, o Ministério da Educação vai encaminhar o pedido à presidente Dilma Rousseff, que vai enviá-lo para a Câmara dos Deputados e Senado Federal para aprovação e, posteriormente, retorna para sanção da presidente. Precisamos do apoio da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional para concretizar essa luta de sete anos pela criação da UFR”, disse o pró-reitor da UFMT de Rondonópolis, Javert Vieira de Melo.

O senador José Medeirosdisse que na próxima semana vai mobilizar a Bancada de Mato Grosso para intensificar a campanha pela criação da UFR. “Já estamos discutindo com senadores de outros estados a importância da emancipação do compus de Rondonópolis. Estamos confiantes que a proposta será aprovada e sancionada pela presidente”.

O senador destacou a união da população de Rondonópolis em torno da proposta de criação da universidade e garantiu o apoio irrestrito da Bancada de Mato Grosso. “Vivemos um momento histórico. Após anos de luta, a criação da universidade vai se tornar realidade. O potencial econômico de Rondonópolis associado ao crescimento populacional são fatores inquestionáveis para contemplar o município no plano de interiorização da rede pública de ensino superior. Essa luta não é só de Rondonópolis, mas de todo o Estado de Mato Grosso”, frisou o líder do PPS no Senado.

De acordo como senador, além de Rondonópolis, outras 20 cidades cuja população total é de 600 mil habitantes serão beneficiadas diretamente com a criação da universidade. Segundo ele, o atual campus tem 4100 alunos, 279 professores, 19 cursos de graduação, três de mestrado, dois de doutorado e estrutura adequada para receber uma instituição do porte de uma universidade federal. “É importante relembrar que, depois de 2008, o campus de Rondonópolis implantou o curso de medicina e outros cursos de graduação presenciais diurnos e noturnos, além de cursos a distância da Universidade Aberta do Brasil. Houve também a ampliação e qualificação do corpo docente e dos técnicos administrativos, bem como a expansão da pós-graduação e dos programas de extensão universitária”, afirmou.

Na reunião, também foi apresentado pela professora e membro do comitê Pró-UFR, Andréa Luciana dos Santos, o processo de escolha do nome da universidade de Rondonópolis. “Após uma campanha que mobilizou a imprensa e a comunidade, o campus da Universidade Federal em Rondonópolis já tem um novo nome definido. Com 57% dos votos venceu a proposta “Universidade Federal do Cerrado” e a sigla deverá ser UFCer. A escolha já foi homologada e será encaminhada ao MEC”, explicou a professora.A alteração no nome da Universidade Federal em Rondonópolis foi uma exigência do Ministério da Educação.

Universidade Federal do Cerrado (UFCer)– Bioma em que Rondonópolis está inserida, o Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do planeta em biodiversidade: a flora tem 4.400 espécies exclusivas; a fauna apresenta 837 espécies de aves, 67 gêneros de mamíferos, 150 espécies de anfíbios e 120 de répteis. Conhecido também como celeiro de grãos do mundo, o Cerrado chama atenção pela sua importância tanto no aspecto ambiental quanto econômico. Nomear esta universidade em homenagem a este importante bioma faz inserir em sua identificação a busca pelo crescimento sustentável, onde a nova Instituição Federal de Ensino Superior terá o papel fundamental de promover o desenvolvimento político, social e econômico com qualidade e respeito ao meio ambiente.