Seminário realizado virtualmente por deputado busca fortalecer Plano Estadual de Igualdade Racial

Projeto de lei que institui o plano foi apresentado pelo deputado Henrique Lopes e, se aprovado, terá duração de 10 anos

Considerando o cenário político econômico, o processo histórico e a dívida social que o Brasil tem com a comunidade negra, o deputado estadual Henrique Lopes realizará, nesta quinta-feira (26), às 18h30, o Seminário afro-mato-grossense: vidas negras em debate.

O encontro, que acontecerá virtualmente, pela plataforma Zoom, tem como objetivo discutir as condições de vida do povo negro em Mato Grosso e fortalecer o Projeto de Lei 958/2020, de autoria do parlamentar, que institui o Plano Estadual de Igualdade Racial de Mato Grosso (Pepir-MT). A proposta já está em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e, quando aprovada, suas diretrizes terão duração de 10 anos.

Participarão do seminário a secretária de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Iêda Leal, o professor da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Paulo Alberto dos Santos Vieira e a professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Cândida Soares da Costa. O diálogo será mediado pelo deputado e pela secretária de Formação do Partido dos Trabalhadores (PT), Ana Carolina Copriva.




Durante o pequeno expediente da sessão ordinária da ALMT de ontem (25), Henrique ressaltou urgência de negros e negras estarem presentes em espaços políticos como a Casa de Leis.

“Semana passada tivemos o Dia da Consciência Negra e não precisamos nem ir até Porto Alegre, no caso de João Alberto Silveira, homem negro que foi espancado até a morte por seguranças dentro do Carrefour. Aqui em Mato Grosso, mais precisamente em Nossa Senhora do Livramento, a comunidade quilombola de Mata Cavalo sofreu ataques, tentaram cortar cercas em pleno domingo, dois dias após a data que serve de reflexão sobre a vivência do povo negro na sociedade. Em média, 54% da população é negra, mas 96% dos parlamentares da ALMT são brancos”, avaliou.

Com o retorno do deputado Valdir Barranco, titular da cadeira ocupada por Henrique, que é primeiro suplente, a ALMT voltará a não ter representatividade negra.