Reforma de pastagem e integração aumentam produtividade na pecuária


A reforma de pastagem e o uso do sistema de integração lavoura-pecuária representam boas ferramentas para aumentar a rentabilidade e a produtividade na criação de bovinos. O assunto foi debatido em um giro tecnológico realizado nesta quinta-feira (22), no Showtec, em Maracaju, a 157 quilômetros de Campo Grande.

O giro foi apresentado pelo pesquisador da Fundação MS Alex Melotto. Ele citou como exemplo de sucesso destas iniciativas o caso da fazenda 3R, em Figueirão, onde o produtor Rubens Catenacci faz o plantio consorciado de capim com milho, com milheto, com sorgo e feijão guandu.

“O objetivo é produzir mais forragem na área, servindo de palhada para o plantio direto, além de contribuir para a reforma de pasto”, explicou Melotto. A experiência demonstrou uma produção de silagem acima da média, com produção de 15 a 20 toneladas por hectare, o que também contribui para diminuir os custos na propriedade. Na pecuária, com a reforma do pasto, o resultado é aumento mais rápido do peso do gado.

O pesquisador apresentou os pontos positivos para cada tipo de consórcio. “Se consorciado com milho, após 30 dias de colheita do grão o pasto já está pronto para uso. O consórcio mais barato para recuperação de pastagem é do capim com sorgo. O consórcio com milheto tem seu plantio antecipado, podendo ser cultivado entre começo de dezembro e início de janeiro. Já a utilização do feijão guandu, contribui para a fixação de nitrogênio no solo”, disse Melotto.

A experiência de Figueirão, feita na fazenda 3R, faz parte das ações realizadas pelo projeto Mais Inovação, desenvolvido pelo Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). O programa Mais Inovação é estruturado em forma de consultoria técnica, com duração de 12 meses.