Poucas pessoas viveram a política em Rondonópolis nos últimos 40 anos como José Márcio Guedes, o Zé Márcio Guedes. Neste período Zé Márcio esteve ativo nas campanhas eleitorais de 82,88, 92, 96. 2000, 2004, 2008, 2012, 2016, 2020 e 2024, quando apoiou Cláudio Ferreira. Fora as eleições estaduais de 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. “Estive em todas; ora como candidato, ora como coordenador”, lembrou.
Ele disse que nestes 40 anos: viu o eleitor mudar e ver os candidatos com outros olhos. “Por isso que estou animado”, falou ao ser recebido na sede do site Primeira Hora, onde foi entrevistado pelos jornalistas Wallison Júnior e Lucas Franco Perrone.
Na entrevista, ele revelou que não descarta no ano que vem buscar uma cadeira na AL. Aposta na força da direita e no seu histórico político.
Filiado ao PL, ele começou na política nos anos 80, mais precisamente em 1982, quando ele e sua família participaram da campanha eleitoral daquele ano, apoiando o candidato Cândido Borges Leal Júnior, o Candinho (PDS).
Zé Márcio conta que ele e a família chegaram à cidade em 1980, vindos do Canal de São Simão, na divisa entre Minas Gerais e Goiás. Por um acaso do destino, eram vizinhos de familiares de Candinho.
O candidato que apoiava, no entanto, foi derrotado por Carlos Bezerra (MDB), vencedor daquele pleito. Mesmo assim, em março de 1983, Zé Márcio foi aprovado em um tipo de processo seletivo para estagiar na Prefeitura de Rondonópolis, sob a gestão de Bezerra.
Na época, ele estudava contabilidade na Escola Major Otávio Pitaluga e foi convidado a integrar um grupo responsável por uma auditoria na administração municipal.
Foi nesse período que conheceu Vadecir Feltrin, tornando-se um de seus auxiliares na estruturação da Secretaria de Planejamento.
Permaneceu na secretaria e, durante a administração de J. Barreto, conheceu Wellington Fagundes, que era o homem forte no planejamento na gestão Barreto.
Depois disso, passou a trabalhar na Assembleia Legislativa e, em 1997, assumiu a chefia de gabinete do então presidente da Câmara de Rondonópolis, Mauro Deveza Costa.
Em 2000, disputou sua primeira eleição e foi eleito vereador pelo MDB. Foi reeleito em 2004 e, em 2008, já filiado ao PR (hoje PL), ficou na primeira suplência.
Apesar disso, assumiu cargos importantes: foi chefe de gabinete de Blairo Maggi no Governo do Estado e também secretário-adjunto na gestão de Silval Barbosa.
Mais tarde, foi para o Senado Federal, assessorando o senador Wellington Fagundes.
Zé Márcio afirma que, embora tenha sido filiado ao MDB, sempre se identificou com pautas de direita. “Para você ter uma ideia, votei no Caiado em 1989 (eleição vencida por Fernando Collor). A diferença é que, antes, a gente não discutia essas pautas como hoje”, comentou.

Zé Márcio, agora você está num projeto, pelo menos é o que a gente escuta, de uma pré-candidatura de deputado estadual. Por que colocar essa pré-candidatura?
Bom, eu costumo dizer, Lucas, que eu sempre tive uma vocação, acho até que tenho um certo talento para a política, por conta do meu histórico, do meu envolvimento todo, desde sempre.
Eu costumo dizer que são mais de 40 anos militando na política, então eu percebo que eu tenho um pouco de afinidade com o processo eleitoral de um modo geral. Tive a oportunidade de ter três mandatos, quase três mandatos aqui na Câmara de Vereadores, mas acho que eu tive esses mandatos num momento difícil para a política, a nível nacional, estadual, municipal, por conta de que a gente vivia um processo onde as pessoas, a comunidade, o eleitor, de um modo geral, não se preocupava muito com o processo eleitoral em si, e isso acabava que expunha muito nós políticos, porque as pessoas que se interessavam pela política, as lideranças que se interessavam pela política, elas estavam muito mais preocupadas, às vezes, com o benefício pessoal do que propriamente em avaliar o conteúdo, a experiência, o que o mandato de um determinado político pudesse trazer de resultado para a população. Então isso era uma coisa que me incomodava.
Eu me lembro que eu comecei o meu mandato preocupado com grandes discussões, eu levantei a tese da necessidade da importância do Terminal Ferroviário, na época era da Ferronorte (hoje Rumo Logística) , que fosse mais próximo da cidade.
Hoje é uma realidade….
Realidade sim, a essa luta começou lá em 2001. Outra bandeira que eu peguei foi da necessidade da gente ter regularidade na linha aérea, eu fiz audiências públicas em São Paulo, mobilizei a classe política, eu me lembro que o governador Rogério Salles, na época, foi com a gente em São Paulo, nós visitamos a Gol, nós visitamos a…
A Latam, no caso?
A TAM, eu me lembro da TAM, acho que não tinha a Azul ainda naquele momento, mas era exatamente porque a gente sentia que a cidade tinha potencial e a gente queria trabalhar isso. Mas quando eu voltava para Rondonópolis, as pessoas me diziam, falavam assim, você está sumido, Zé, porque as pessoas não estavam preocupadas com o debate, de um modo geral, com o resultado, elas queriam a minha presença, às vezes na comunidade, queria me sentir mais próximo, e aí era aquela coisa, o assistencialismo que muitas pessoas acham que é a função do vereador, então foram ambientes assim que eu vivi naquela época, que era um ambiente que eu não me agradava.
Hoje mudou esse ambiente?
Eu costumo dizer assim, que tudo que a gente ganhava, ficava no mandato e chegava na hora da eleição, você ainda tinha que colocar um outro tanto, para você voltar, para continuar naquela mesma situação, então era um mandato que realmente não me atraía.
Eu tinha um sonho de ser candidato a deputado estadual, e por isso eu insisti, algumas vezes, na candidatura de vereador, mas as lideranças políticas da época, no caso específico, o senador Bezerra (Carlos Gomes Bezerra) , achava que uma candidatura minha, ela atrapalharia a candidatura do Zé, do Zé do Pátio, que já era deputado, e ele falava para mim, Zé, você é um cara bom.
O Bezerra que falava o Zé do Pátio?
Não, o Bezerra falava, Zé Márcio, você é um cara bom, você é um cara bom, se você for candidato, você vai atrapalhar o Zé,então quer dizer, o prêmio que eu recebia por ser bom, era não poder seguir a minha carreira.
Essa geração sua, do Ananias, do Cadidé, do Valdir Clemente não conseguiu chegar mais longe?
Todos nós fomos sufocados, eu costumo para exemplificar isso, eu costumo dizer o seguinte, lembra de Ademir da Guia? Camisa 10, jogador do Palmeiras, um craque de bola, fez sucesso na seleção brasileira? Nunca! Sabe por quê? Pelé, nasceu na mesma geração do Pelé, então a minha geração foi mais ou menos assim, foi uma geração muito conturbada, porque tinha lideranças na minha frente, aí eu resolvi tomar uma decisão, saí do MDB, fui para o PR, aí lá no PR, tive a mesma situação que eu tinha J. Barreto, então assim, aí eu falei, quer saber, eu não vou conseguir furar essa laje, é melhor eu desistir, tive a oportunidade de ir para Cuiabá e aproveitei o máximo que pude, essa oportunidade, acho que foi um aprendizado enorme, neste momento começa a minha inserção a nível estadual, eu deixo de ser um vereador de Rondonópolis, passo a ser chefe de gabinete do governador, depois secretário de Estado, isso me deu uma inserção no estado de Mato Grosso como um todo, a partir deste momento eu resolvi que eu não iria mais disputar a eleição, mas veja, 2013 começa o processo das manifestações de rua, o povo começa a se manifestar, a trazer a insatisfação com o sistema, então veja, aquele sistema que eu lá atrás abandonei, deixei de ser, a partir de 2013 as pessoas também começam a se manifestar contra, então 2013 já melhorou, quer dizer, todas aquelas manifestações as pessoas falavam que estava acontecendo uma manifestação grandiosa em São Paulo por causa de 20 centavos da passagem de ônibus, não era, não era por conta dos 20 centavos da passagem de ônibus, era a insatisfação que a população estava tendo com o sistema, com a classe política, que estava dominando o país.

Com a classe política?
Naquele momento, então a população já não aguentava mais ligar a televisão, é o deputado que foi pego com dinheiro na cueca, é o deputado que está correndo da sala do restaurante arrastando uma mala de dinheiro, é o deputado, o secretário, o ministro que está escondido, 50 milhões de reais num apartamento alugado só para guardar o dinheiro, quer dizer, a indignação das pessoas era um negócio muito grande e as pessoas começaram a manifestar, nessas manifestações de rua também apareceu uma outra parte importante da história do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, encarnou, pegou, identificou.
Ele foi o antissistema?
Identificou essa insatisfação e pá, colocou o projeto dele de presidente da república e deu certo, veio a eleição de 2018 e se elegeu, Bolsonaro foi, eu diria, a grande virada de chave para a população, na medida de que, a partir da eleição do Bolsonaro despertou nas pessoas, primeiro, é necessário e é possível a gente ter uma política diferente, certo? O segundo ponto é que é necessário e é possível fazer, com isso, qual foi o fenômeno que aconteceu com a eleição do Bolsonaro? Aquelas pessoas, lembra que eu falei lá atrás, de 2000 até 2008, onde eu era vereador, essas pessoas que estavam acomodadas, eu costumo dizer que muitas dessas pessoas achavam que chegar no dia da eleição, sair do sofá, ir lá votar e voltar para o sofá, já estava fazendo demais, tamanho era o desgosto e a desimportância que dava na política no Brasil. Com a eleição do Bolsonaro, com o sentimento que precisava fazer diferente, é possível fazer diferente, essas pessoas começam a aparecer na política.Foi aí que começou a aparecer o quê? A direita.
Você se considerava de direita?
Eu sempre fui de direita, eu sempre tive meus princípios baseados nos princípios da direita, só que eu não sabia. Eu não sabia porque não tinha esse debate. Não tinha esse debate. Você tem uma ideia? teve uma eleição de presidente que, quando o Caiado foi candidato a presidente, eu votei e foi no Caiado. Então, quer dizer, eu sempre fui de direita, mas esse debate não importava.
Nunca ninguém me perguntou, nunca ninguém, mas os meus princípios sempre foram em defesa de Deus, pátria, família, liberdade, eu me sinto inserido nessas defesas. Mas a partir da hora, veja, que começaram a chegar essas pessoas novas na política, vamos dizer assim, começam a exigir um novo comportamento da classe política, eu percebo que nós estamos mudando um pouco.
Mudou o debate?
Mudou o debate. Em 2020, eu tive uma oportunidade de participar, de ser candidato a senador suplente, mas acho que naquele momento nós erramos a forma de colocar a nossa campanha.
Era o Nilson Leitão (candidato ao senado) , né?
Era o Nilson Leitão na cabeça, era como senador, Júlio Campos primeiro suplente e eu na segunda suplência. Por que eu acho que o Nilson errou? Nilson errou porque nós começamos um programa eleitoral curto, durante uma campanha que era curta, nós ficamos debatendo o tempo inteiro que o Nilson Leitão era o cara que tinha provocado o impeachment da Dilma. E esse não era o assunto mais. Esse não era o tema mais.
E assim, o Nilson Leitão naquele momento ele tira de vez a possibilidade de receber algum tipo de voto daquilo que se chamava de esquerda. E ele não consegue também entrar na direita. Você veja, o Fávaro entrou muito mais na direita naquele momento, naquela eleição, portanto ganhou a eleição do que a própria Coronel Fernanda, do que o próprio Nilson Leitão.
E hoje está aí. Quem é Fávaro hoje declaradamente está na esquerda, inclusive ocupando o cargo de ministro.
Zé Márcio, mas no PL, você acha que é viável se colocar seu nome?
Então, aí deixa eu concluir esse raciocínio.
Infelizmente o mandato do presidente Jair Bolsonaro, embora tivesse todo esse legado, ter prestado esse grande serviço (para a nação brasileira, ele acabou não evoluindo do ponto de vista eleitoral por conta dos enfrentamentos que ele foi obrigado a fazer e enfrentou esse sistema sozinho. E o sistema se armou contra ele e tirou, praticamente tirou ele do processo eleitoral em 2022. Mas a derrota do Bolsonaro, eu costumo dizer que tivemos uma derrota eleitoral, mas nós tivemos uma vitória política, porque agregou ainda mais pessoas com este perfil de querer a mudança, com esse perfil de querer defender as estruturas da direita neste país.
Então, consolidou cada vez mais. E aí, respondendo agora de forma objetiva a sua pergunta, é neste momento, com a mudança do perfil, principalmente do eleitor brasileiro, do eleitor Mato-grossense, é que eu acho que eu me insiro. Eu que já tinha desistido de disputar a eleição, estou motivado a participar do processo, porque a cabeça do eleitor agora é outra. O eleitor agora quer conteúdo, o eleitor agora quer posicionamento, o eleitor agora quer pessoas que efetivamente possam contribuir para esse processo de mudança que o país precisa viver

E dentro do PL, não é uma disputa muito pesada nas eleições do ano que vem?
Assim, hoje todo mundo quer ser candidato. (13:30) E todo mundo quer ser pelo PL.
Todo mundo quer ser pelo PL, e é natural, porque é o partido que representa o que as pessoas esperam, a mudança efetiva. Então, assim, eu prefiro dizer que todos têm o direito de pleitear, todos têm legitimidade, assim como eu tenho, eu sinto que tenho várias outras lideranças aí que têm esse direito. Agora, cabe à direção partidária, cabe às pessoas que têm responsabilidade de conduzir o processo, definir.
Eu gostaria de deixar muito claro, eu não tenho problema com ninguém. Para mim, se quiser lançar três, quatro, cinco candidatos do PL, aqui em Rondonópolis, eu não tenho problema com ninguém, eu não veto ninguém, eu acho que eu não disputo com ninguém. Eu vou atrás daquilo que é meu, daquilo que é do meu merecimento, daquilo que eu tenho condição de angariar pelo resultado do meu trabalho e pelo que as pessoas possam enxergar de potencial.
Então, se os outros quiserem ser candidato, cada um faça o seu trabalho, cada um tem a quantidade de voto que quiser.
Eu vejo a política como um espetáculo onde o eleitor é o público e o ator principal é o político. Você foi esse ator principal e teve muito voto, foi muito significativo suas eleições. Você acha que por você ter se afastado disso, ter optado por secretarias, por assessoria, você acha que isso pode te prejudicar hoje na eventual tentativa de ser eleito?
Não, de forma alguma. Na verdade, eu acho que essa minha ausência aqui de Rondonópolis é bom que se diga o seguinte. Primeiro, eu nunca mudei de Rondonópolis, eu nunca tirei minha residência daqui e muito menos nunca tirei o meu domicílio eleitoral daqui, exatamente porque eu nunca quis perder o vínculo com Rondonópolis.
E a minha história na Câmara Municipal aqui, nesse período que eu estive vereador, acho que foi uma história bem escrita. Com muita, eu diria, com muita competência, com muita articulação, com relacionamentos bons, entendeu? Eu acho que eu deixei o meu legado aqui, a minha passagem pela Câmara foi uma passagem significativa. Então eu acho que esse histórico meu, essa minha história, vamos dizer assim, ela me ajuda.
Até hoje eu encontro com pessoas saudosas daquele tempo que nós éramos vereador aqui e o fato de eu ter ido para Cuiabá volta a dizer. Foi uma grande oportunidade que eu tive também de fazer esta inserção a nível estadual que eu acho que vai fazer toda a diferença nesta eleição. O histórico que eu tenho em Rondonópolis, os amigos que eu tenho aqui, a experiência adquirida ao longo desses anos para fazer política.
E aí abre-se um parêntese. De lá para cá, de 1982 para cá, Lucas, não teve nenhuma eleição, a nível municipal ou a nível estadual, que eu não tivesse participado. Algumas disputando, outras coordenando campanha.
Zé Marcio, você viu o PL grande, você viu o PL minúsculo, e você viu o PL grande de novo. Por que o partido vive nessa montanha russa? Tem alguma explicação?
Antes de terminar de responder a sua pergunta, eu acho que essa ida minha para Cuiabá, (eu consegui manter o meu legado aqui em Rondonópolis por conta da força dos mandatos que tive aqui e ampliar a nível estadual. Bom, com relação ao partido, eu vivi o PL grande, na época em que o governador Blário Maggi era do PL, não teve uma eleição, nós elegiamos seis deputados estaduais, lembra? Dois deputados federais, Homero e Wellington.
Então o PL era grande. Aliás, o PL a nível nacional sempre foi um partido médio-grande. Você veja, mesmo antes do presidente Bolsonaro se filiar ao PL, nós já tínhamos 43 deputados federais.
Então é um partido significativo, e tínhamos quatro senadores. Com a vinda do Bolsonaro, viu aquela legenda, nós passamos para 67. E na eleição do Bolsonaro em 2022, nós passamos para 99.
Então esse alto e baixo…
Você é ainda secretário geral do PL
Sou, sou. Sou o secretário-geral do Estado.Então, Lucas… Esses altos e baixos… É exatamente assim.
Por conta dos projetos. Veja, em 2000… O Blairo se filiou ao PL em 2007. Em 2007.Neste momento, muitos prefeitos acompanham a liderança do governador e tal. Aí veio a eleição em 2010, foi exatamente aí que nós elegemos… ) Dois federais e seis estaduais. Certo? (19 Depois, Blairo se elegeu..Nesta eleição, Blairo se elegeu… Ao Senado.
Silval, governador. E aí já houve um certo esvaziamento do PL.
É natural que os prefeitos procurem se acomodar em partidos mais próximos do governador. Enfim, é natural isso.Mas aí veio a eleição de 2014.
2014 foi significativo.Em 2014 nós elegemos cinco deputados estaduais. Mas elegeu Pedro Taques, governador.
E o Wellington , senador. Naquele momento, aquela operação de caças às bruxas empreendida pelo governador Pedro Taques, fez com que, no dia da posse, no dia da diplomação, você deve se lembrar disso,o Pedro Taques escolheu o Wellington como seu principal adversário, como seu alvo. E os nossos deputados, na época, todos eles com aquela tese de que tem que estar próximo do governador para sobreviver, naquele momento nós não tínhamos a fidelidade partidária. Os vereadores foram, os deputados foram migrando. Acabou que o PL, nesse momento, ficou só com a liderança política do senador Wellington, do Wellington Fagundes. E aí nós tivemos um período que o partido deu uma diminuída. Os vereadores foram, os deputados foram migrando. Acabou que o PL, nesse momento, ficou só com a liderança política do senador Wellington, do Wellington Fagundes. E aí nós tivemos um período que o partido deu uma diminuída. E aí tivemos que lidar com essa situação de um partido menor até 2022.

Aí o partido cresceu de novo?
Mas aí já com a força do Projeto Nacional, liderado pelo presidente Bolsonaro. E aí a gente elegeu os quatro deputados federais, os dois deputados.
O senhor acha que Rondonópolis consegue eleger um deputado com votos locais?
Eu tenho uma estratégia para isso. Sendo que, obviamente, me reservo o direito de não revelar aqui. Senão meus adversários vão copiar. Mas eu não pretendo, vamos dizer assim, exercer, ou seja, concretizar, essa minha estratégia, porque eu sei que tem muita gente no estado de Mato Grosso que espera pela minha candidatura, pela possibilidade de eu ajudar.
Então, embora eu tenha a maior paixão da minha vida pela cidade de Rondonópolis, mas eu não posso ser candidato só de Rondonópolis, porque eu tenho muita gente nesse estado afora que está com expectativa nesse meu projeto. Entendeu? É claro que eu me sinto com competência, com disposição, graças a Deus com saúde, para eu dar o resultado que a população de Rondonópolis espera de mim e também do que toda a população do estado de Mato Grosso também espera de mim.
Claudio, Flávia e Abílio. Como que você avalia os três prefeitos das três principais cidades do PL?
Com muita expectativa, expectativa positiva. Eu acho que esses três nomes são exatamente o simbologismo de que a população quer mudança.
Abílio ganhou a eleição em Cuiabá defendendo a bandeira do combate à corrupção, do combate da mudança. O Claudio ganhou a eleição aqui exatamente,se consolidou como o antes é, o cara que pregou a mudança de verdade. E lá em Várzea Grande, Flávia é a mesma situação, ganhou a eleição pregando a mudança para tirar o poder da mão dos campos. Então, a bandeira da mudança ganhou a eleição nesses três municípios. Obviamente que cada candidato tem o seu potencial e acho que vão fazer um grande governo e a nossa bandeira vai ser cada vez mais fortalecida com o resultado da administração desses três lugares, pelo menos.
Pegando esse gancho e adicionando o município de Sinop, também teve um prefeito eleito do PL. Então, as quatro maiores cidades do Estado, os quatro principais com prefeitos eleitos do PL, isso indica que a eleição para governador tem uma grande chance do governador também ser do PL, eleito também ser do PL.E o candidato natural seria o Wellimgotn que já tem 35 anos mandato,deputado federal e senador. Há alguma chance desse candidato não ser o Wellington ou ser outro candidato, ou até o Odílio (Odílio Balbinotti Filho) ?
Sim, desde que Odílio se filie, viabilize. Eu costumo dizer que Odílio tem dois grandes desafios. Primeiro, ele precisa ter uma viabilidade eleitoral e ter uma viabilidade política. Então, para isso, acho que ele tem que, quanto antes se filiar ao PL, para começar esse trabalho de se consolidar eleitoralmente. Porque quem tem uma condição eleitoral boa, a condição política é mais fácil de se conseguir.
Então, nós do PL estamos aguardando a filiação do Odílio e ele terá, do partido e das lideranças do partido, toda a liberdade para construir o projeto dele. Se lá na frente cumpriu com aquilo que eu acho que são os dois principais, veja, essa é a minha opinião, dos dois principais desafios que ele tem, de se viabilizar político e eleitoralmente, nós do PL não temos dificuldade nenhuma que o candidato seja o PL. O que tem que ficar muito claro, o que nós não abrimos mão é que o próximo governador de Mato Grosso seja do PL.
Nós queremos participar na liderança de chapa, na cabeça de chapa para as eleições de 2026. O nosso projeto político, o que a população do Mato Grosso espera é que o PL tenha um candidato a governador aqui.
Se nós tivéssemos atuado mais, o que significa? Nós teríamos conseguido eleger quatro deputados federais e nós tínhamos que ter elegido pelo menos cinco, seis deputados estaduais. Então aqui, essa equação, o resultado dessa eleiçãomostra que o partido não foi eficiente. Entendeu? Então vamos mostrar eficiência para 2024? Vamos!Então foi aí que Valdemar da Costa Neto empodera a Ananias, a bancada empodera a Ananias, o senador Wellinmgton empodera a Ananias, eu já era secretário-geral, o Ananias chega com força para ser presidente e nós começamos a fazer toda a organização do partido.
Então hoje, dos 142 municípios, o PL está com comissão provisória constituída em 135 municípios. O PL, nas eleições de 2024, elegeu 22 prefeitos, 23 vice-prefeitos e 206 vereadores. Certo? Esse número de 22 prefeitos, ele não é expressivo do ponto de vista… 142 municípios? O que eu quero dizer é que é uma proporção que o partido do governador elegeu 60 prefeitos, mas comanda 29% da população do estado de Mato Grosso.
Nós elegemos 22 prefeitos, mas comandamos 48% da população Mato Grosso. Então assim, o nosso partido, embora em números absolutos seja menor, (mas em números relativos, nós somos o maior partido de Mato Grosso hoje. E nós queremos fazer que essa liderança, esse título de ser o maior partido do Brasil, nós vamos transformar isso em 2026.
Elegemos, nosso projeto é devolver para Brasília quatro deputados federais, mais o senador da República do PL, que hoje está bem posicionado, que seja o deputado Medeiros. E nós queremos eleger de cinco a seis deputados estaduais, que é proporcional. Em tese, cada deputado federal, dois estaduais.
Se nós queremos três ou quatro, então a nossa meta de seis aqui não é uma meta extraordinária, é uma meta factível. Então essa é a nossa meta, eleger de cinco a seis deputados estaduais.
E aí, Lucas, é importante, até para que você tenha conhecimento disso, a minha condição como secretário-geral do partido, ela consolida essa minha inserção a nível estadual na medida que não tem nenhum desses 135 municípios que eu não tenha tido contato.A minha tarefa é administrativa e a do presidente Ananias é política. O Ananias, ele tem o comando de toda essa situação, ele faz todas as tratativas, a palavra financeira…





