As defesas antiaéreas fornecidas pela Rússia à Venezuela não conseguiram derrubar nenhuma aeronave dos Estados Unidos durante a operação militar que levou à captura de Nicolás Maduro, em Caracas.
A ação incluiu mais de 150 aviões e helicópteros, responsáveis por bombardeios, guerra eletrônica, inteligência e transporte de tropas no coração da capital venezuelana.
O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ironizou o desempenho dos equipamentos e sugeriu que os sistemas não funcionaram como esperado. O presidente Donald Trump afirmou que um dos aviões chegou a ser atingido, mas continuou em operação. Segundo ele, não houve perda de militares nem de equipamentos dos EUA.
A Venezuela possuía um arsenal considerado sofisticado, com equipamentos como S-300VM, Buk-M2 e S-125 Pechora-2M, além de radares chineses. Moscou também havia enviado unidades Pantsir-S1 e Buk-M2E recentemente. Mesmo assim, as estruturas que deveriam proteger pontos estratégicos do país não impediram o avanço norte-americano.
Analistas afirmam que, embora esses sistemas sejam poderosos em teoria, o resultado observado foi inferior ao esperado. Ainda não está claro em que condições as defesas estavam no momento do ataque. Há dúvidas sobre manutenção, preparo dos operadores, eventual degradação prévia das baterias e até mesmo sobre o grau de surpresa da ofensiva.
Especialistas lembram que nenhum exército consegue manter alerta máximo por tempo indefinido.
O fator surpresa, portanto, pode ter sido decisivo. Apesar do clima de tensão com Washington, analistas avaliam que Caracas não esperava uma operação tão ampla, com forte carga tecnológica e integração entre diferentes frentes militares.
O desempenho irregular de equipamentos russos não é novidade. Na Síria, ofensivas israelenses já conseguiram atravessar camadas de proteção. Na guerra da Ucrânia, mesmo com operadores mais experientes e versões mais modernas, os resultados ficaram aquém da reputação criada em torno desses sistemas.
Para especialistas, o episódio reforça a percepção de que essas defesas não são invulneráveis e que forças ocidentais mostram crescente confiança ao atuar em áreas protegidas por equipamentos de procedência russa. Ainda assim, analistas alertam que o risco permanece elevado e que subestimar tais sistemas seria um erro grave.
Outro ponto lembrado é que a ação em Caracas foi longa no planejamento, mas curta na execução. Em conflitos prolongados, a neutralização de defesas antiaéreas exige esforço contínuo, inclusive com operações cibernéticas e destruição sistemática de alvos estratégicos.
Apesar dos questionamentos levantados, a avaliação predominante entre especialistas é que os sistemas russos continuam sendo ameaças sérias. Nenhuma defesa é infalível e, por isso, o episódio deve ser visto mais como um alerta operacional do que como prova definitiva de fragilidade tecnológica.





