Negócios que crescem na pandemia: saiba quais setores tiveram alta na economia

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A pandemia do novo coronavírus trouxe um impacto negativo significativo na economia mundial. De acordo com o FMI, a expectativa é que o PIB mundial caia 3% esse ano (só o Brasil teria uma queda de 5,3% no seu Produto Interno Bruto).

No entanto, nem todos os setores do mercado registraram resultados negativos durante a pandemia. Alguns nichos econômicos, na verdade, registraram crescimento de vendas durante a pandemia.

Um exemplo claro dessa situação são as farmácias. Responsáveis por vender os principais equipamentos de proteção e segurança contra o novo coronavírus, como as máscaras cirúrgicas, álcool gel 70% e luvas, além de remédios e outros recursos de necessidade básica.

Além disso, as farmácias contaram com um bônus nesse período de pandemia por causa da explosão dos aplicativos de entrega (outros que registram alta no número de pedidos).

O Rappi, por exemplo, um dos primeiros aplicativos a permitir entregas de farmácias e supermercados, registrou 30% a mais de pedidos na América Latina inteira durante o período de pandemia do novo coronavírus.

Os principais negócios a “morder” parte desse aumento de demanda foram justamente as farmácias, que encontraram nos aplicativos uma nova plataforma para alcançar uma demanda latente.

O mesmo aconteceu com os supermercados, que sempre tiveram vendas estáveis e altas, mas que registraram subidas de faturamento no período de pandemia.

Em primeiro lugar, os mercados também passaram a vender itens de proteção individual contra a pandemia do novo coronavírus, como o álcool gel 70%, as luvas e máscaras.

Em segundo lugar, a demanda da população subiu com a chegada da quarentena, uma vez que as pessoas começaram a comprar mais para estocar comida em casa, mesmo que essa prática não tenha sido recomendada pelo governo ou órgãos responsáveis.

Outro setor que está em alta nesse momento de pandemia é o de produção caseira de acessórios. As costureiras conseguiram não só evitar a queda de demanda por causa do recuo normal da crise, mas ainda conseguiram aumentar o volume de trabalho produzindo máscaras caseiras para os consumidores, seguindo as normas do Ministério da Saúde e de um estudo da USP.

O principal ganho para o setor foi por causa da demanda em grandes quantidades. Uma pessoa que trabalhe na rua por 8 horas, por exemplo, precisa se pelo menos 5 máscaras de pano (uma a cada hora).

Como leva tempo para lavá-las, precisa de um lote de 10 para revezar dia sim e dia não. No mínimo, claro.

Isso faz com que cada cliente compre em grande quantidade, o que compensa para as costureiras e artesãs, que passaram a faturar com a situação.

No entanto, nem todas as pessoas trabalham na rua durante a pandemia. Muita gente passou para o ambiente de teletrabalho, onde ficam em casa para executar suas funções.
Isso também gerou um aumento de faturamento em um setor específico da economia: a de prestação de serviços e venda de softwares para teletrabalho.

Muitos equipamentos e programas foram vendidos em milhares de unidades nesse período para atender ao público que passou a trabalhar de casa.

Um exemplo é o aplicativo Zoom, que é usado para videoconferências de trabalho, cuja ação disparou na Bolsa de Valores americana e se tornou uma verdadeira febre nas empresas.

Além dele, aplicativos de armazenamento em nuvem, gerenciadores de tarefas, organizadores digitais e tantos outros também registraram um pico de vendas. Até mesmo cadeiras e outros equipamentos ergonômicos para o trabalho foram mais vendidos.

Isso tudo não serve para mostrar que a pandemia tem um “lado bom”, mas sim para evidenciar como a adaptação é necessária em um momento de crise.

Ao se reinventar ou explorar as novas correntes de demanda do mercado, muitos negócios conseguiram superar as limitações de quarentena e faturar no período. Se isso vai se manter no pós-pandemia, só o tempo pode dizer.