Mulher de Mauro Cid disse à PF que marido colocou dados falsos em cartões de vacinação

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mulher de Mauro Cid disse à PF que marido colocou dados falsos em cartões de vacinação

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A esposa do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Mauro Cid, Gabriela Santiago Cid, disse à PF que foi o marido quem inseriu dados falsos nos cartões de vacinação adulterados, segundo fontes da corporação. Ela prestou depoimento na Polícia Federal (PF), em Brasília, sobre a suspeita de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19. Ainda de acordo com fontes da PF, Gabriela admitiu o uso do certificado. Ela deixou o prédio da Polícia Federal pouco depois das 17h. A estratégia da defesa é fazer com que ela responda só por uso de documentos falsos.

A investigação apura informações sobre a imunização dela, de Mauro Cid e das três filhas do casal.

Segundo o inquérito, os certificados teriam sido emitidos para que a família embarcasse para outros países, como os Estados Unidos. Mauro Cid está preso desde 3 de maio, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Segundo a PF, Gabriela Cid também teria usado documento falso de vacinação em viagens anteriores, para os estados americanos do Texas e da Flórida. Ainda de acordo com a corporação, o certificado teria sido emitido em novembro de 2021, com as informações de duas doses aplicadas, em agosto e novembro de 2021.

O tenente-coronel do Exército Mauro Cid compareceu à PF na quinta-feira (18) para prestar depoimento, mas permaneceu em silêncio e não respondeu a nenhuma das perguntas feitas pelos investigadores. Segundo fontes, isso se deu porque a perícia feita no celular apreendido dele tinha sido concluída na quarta-feira (17), o que o deixou sem acesso às informações encontradas.

Além de Mauro Cid e família, existe a suspeita de que os registros de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da filha mais nova dele, Laura Bolsonaro, tenham sido forjados. Eles teriam inserido informações falsas no sistema do Ministério da Saúde entre novembro de 2021 e dezembro de 2022 para conseguir o certificado de vacinação e viajar para os Estados Unidos.

Durante depoimento na terça (16), Bolsonaro afirmou à PF não ter nenhuma informação sobre a suposta fraude nos dados de vacinação e que, se Cid tiver arquitetado o plano, foi por conta própria. Questionado durante visita ao Senado nessa quinta-feira (18), o ex-presidente disse apenas que “cada um siga a sua vida,” em referência a Mauro Cid.

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