MPE pede investigação contra policiais por suposto tapa em acusado de assassinar três motoristas de aplicativo em Várzea Grande

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Os rapazes presos pelo assassinato de três motoristas de aplicativo - Divulgação/PJC

MPE pede investigação contra policiais por suposto tapa em acusado de assassinar três motoristas de aplicativo em Várzea Grande

Lucas Ferreira, de 20 anos, é um dos três presos pelos crimes ocorridos na Grande Cuiabá

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O Ministério Público Estadual (MPE) requereu à Corregedoria da Polícia Civil a instauração de um inquérito para apurar supostos abusos cometidos por policiais civis durante a prisão de Lucas Ferreira da Silva, de 20 anos.

Ele é um dos acusados de assassinar três motoristas de aplicativo em Várzea Grande. As vítimas foram mortas a facadas e pauladas.

O requerimento foi feito pelo promotor de Justiça Milton Pereira Merquiades durante audiência de custódia do criminoso, na terça-feira (16). 

Na ocasião, o acusado afirmou ter levado “vários tapas na cara” dentro da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Na audiência, ele teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.

“Com relação a eventuais abusos praticados pelo Policial Civil, logicamente esse tipo de conduta não se justifica, não encontra amparo legal. Se realmente comprovado, pode caracterizar um crime de lesão corporal ou até abuso de autoridade. Em razão disso o Ministério Público requer que seja enviado expediente à Corregedoria da Polícia Civil para que instaure inquérito e apure essa eventual prática de crime por parte do policial”, requereu o promotor de Justiça.

Merquiades acrescentou que a acusação de abuso ainda é superficial, mas precisa ser investigada.

“Logicamente que nós não temos aqui nenhum elemento, a não ser a palavra do custodiado. Não tive ainda acesso ao laudo”, concluiu. 

O caso

Além de Lucas, dois adolescentes de 17 e 15 anos foram apreendidos por participação nas mortes. 

As vítimas Márcio Rogério Carneiro, de 34 anos, Elizeu Rosa Coelho, de 58, e Nilson Nogueira, de 42, desapareceram na última semana, após saírem para trabalhar. 

Os corpos de Elizeu e Márcio foram encontrados na segunda-feira (15), no bairro Jardim Petrópolis, na região do Chapéu do Sol, e em um lixão próximo do Capão do Pequi, ambos em Várzea Grande.

Já o corpo de Nilson foi localizado na manhã de terça-feira, no bairro Souza Lima, também em Várzea Grande.

Os delegados Nilson e Olímpio da Cunha Fernandes Jr, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), consideram os criminosos como “serial killers”, ou seja, pessoas que cometem assassinatos em série com vítimas de perfil semelhante e sempre com o mesmo modus operandi.

Segundo os policiais, eles deixaram claro em depoimento que não iriam parar com os crimes.

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