O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), saiu nesta segunda-feira (26) em defesa do colega Dias Toffoli, relator, na Corte, do inquérito sobre fraudes financeiras do Banco Master.
Medidas tomadas por Toffoli no caso Master, consideradas incomuns, geraram críticas nos meios político e jurídico. Além disso, nos últimos dias, foi revelado que fundos ligados ao banco compraram a participação de irmãos do ministro do STF em um resort na cidade de Ribeirão Claro, no Paraná.
Em uma rede social, o decano (ministro mais antigo) do STF afirmou que Toffoli tem “compromisso com a Constituição” e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) já reconheceu a regularidade da permanência de Toffoli no caso Master.
“O ministro Dias Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições”, disse Gilmar.
“Sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso”, completou.
Na postagem, Gilmar Mendes também afirmou também que a independência do Poder Judiciário e o respeito às suas instâncias são “condições indispensáveis” para a “confiança” da população nas instituições.
Entre decisões de Toffoli que geraram polêmica no caso Master estão:
- restringir acesso da PF a celulares apreendidos nas operações policiais
- ordem para acareação entre técnicos do Banco Central, que decretou a liquidação do Master, e executivos do banco de Vorcaro.





