A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado receberá, nesta terça-feira (25), o diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada da Costa, e o promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, como convidados.
Ambos estavam na lista da semana passada, mas não compareceram. Como convidado, Gakiya pediu para alterar a sua data e teve o pedido deferido.
Marcada para as 9h, a reunião será a quarta da comissão instalada no início de novembro. O prazo para conclusão dos trabalhos da CPI é de 120 dias.
Os dois requerimentos foram do relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE). O objetivo é obter informações sobre a estrutura e funcionamento dos grupos criminosos, além de suas fontes de financiamento e conexões.
Na sessão desta terça, os senadores devem discutir sobre a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital), originado no sistema carcerário de São Paulo.
Segundo Vieira, Gakiya é um dos nomes que mais conhece a atuação da organização criminosa no Brasil. Ele investiga o grupo desde o início dos anos 2000.
O promotor é ameaçado de morte pelo PCC ao menos desde 2005. Em outubro deste ano, a Polícia Civil de SP desvendou um novo plano do grupo criminoso para assassinar Gakiya.
Atualmente, ele trabalha em Presidente Prudente e lidera o Gaeco na região, após pedir transferência da capital por questões de segurança.





