Dados do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio SP) indicam que o verão deverá impulsionar o desempenho do turismo brasileiro. Os números apontam para alta de 7,3% no faturamento do setor entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, em comparação com igual período do ano anterior. O montante estimado é de R$ 64 bilhões, o maior desde o início da série histórica, iniciada em 2012.
O crescimento altera a projeção anual, que tinha expectativa inicial de alta de 5,5%, passando para 6,7% nas receitas brutas em relação ao período anterior. Para se ter ideia, apenas no Rio de Janeiro, as estimativas da Prefeitura, por meio da Riotur e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, apontam que o verão 2026 deverá atrair 5,7 milhões de visitantes, sendo 1,2 milhão vindos de outros países e 4,5 milhões de diferentes regiões do Brasil.
Os custos das viagens de férias somam-se às despesas de início de ano, incluindo o pagamento de impostos como IPVA e IPTU, matrícula e compra de material escolar, além do pagamento de dívidas contraídas no ano anterior.
Autoridades e escritórios de advocacia alertam que, diante da maior movimentação financeira, é preciso redobrar a atenção porque esta época do ano acaba funcionando como oportunidade para que criminosos coloquem em prática golpes financeiros.
Segundo informações do escritório Vila Nova & Brandão, entre as práticas mais comuns estão aquelas que usam técnicas de engenharia social, que consiste na manipulação de pessoas; a falsificação de páginas; e o golpe do falso advogado.
Conheça os principais golpes aplicados
Para afastar os riscos de ter suas férias prejudicadas devido a golpes e garantir a segurança de dados e dinheiro, é necessário conhecer os principais golpes para saber como agir de forma preventiva.
Caso o golpe ocorra, a orientação é procurar a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência. Também é importante buscar orientação jurídica especializada, como um advogado especializado em golpes, que tenha atuação ágil e estratégica, no sentido de para proteger direitos, para buscar as reparações devidas.
Pontos de acesso falsos para roubo de informações
Criminosos podem criar pontos de acesso de Wi-fi falsos para roubar informações. Por isso, antes de conectar celular ou notebook em redes de hotéis, aeroportos ou cafés, é preciso confirmar o nome exato da rede com um funcionário. Segundo a plataforma de cibersegurança KnowBe4, o uso de uma Rede Privada Virtual (VPN) aumenta a proteção.
Phishing ou golpe do link falso
O phishing consiste na tentativa do criminoso de obter senhas e dados pessoais da vítima por meio do envio de e-mails, banners, SMS e mensagens no WhatsApp com links suspeitos, como explica a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Para se proteger, a instituição recomenda que, ao receber e-mails e mensagens com ofertas ou pedidos inesperados, nunca se deve clicar em links sem verificar a informação nos canais oficiais da empresa que supostamente enviou.
Perda ou roubo
Outra dica da Febraban é reforçar a segurança dos aparelhos, ativando a autenticação em duas etapas, biometria e senhas fortes. É possível habilitar as funções de rastreamento e limpeza remota de dados, que são úteis em caso de perda ou roubo. Fazer backup de dados, guardando cópias de documentos importantes, como passagens e reservas, na nuvem ou em um dispositivo separado é importante.
Golpe das entregas
Nesse tipo de golpe, os criminosos fazem contato com o consumidor por meio de SMS, e-mail ou WhatsApp, alegando que há taxas adicionais a serem pagas para liberar um suposto produto comprado on-line. Em seguida, enviam um link que redireciona para páginas que solicitam pagamentos indevidos ou roubam informações pessoais.
A Serasa alerta para os sinais que indicam o golpe: mensagem com tom de urgência que ameaça a devolução da entrega ou restrições ao CPF; cobrança de taxas adicionais; erros ortográficos; ausência do CNPJ; pagamento via Pix; e solicitações de dados pessoais.
Trojan bancário
Ao clicar em um link enviado por phishing, programas maliciosos podem se infiltrar em dispositivos, como celulares ou notebooks, roubando informações financeiras e monitorando atividades on-line de forma discreta. Para se precaver, a orientação é não clicar em links desconhecidos.
Exposição
A dica é evitar compartilhar planos de viagem em tempo real nas redes sociais. Isso pode levar os criminosos a deduzirem que a casa está vazia, facilitando crimes além do ambiente virtual.
Golpe do aluguel falso
Um site falso de plataformas de aluguel de imóveis, utilizando nomes já conhecidos, oferece aluguéis de apartamentos atraentes, insistindo que o visitante faça uma transferência para um agente para confirmar sua reserva, resultando em prejuízo financeiro. Além de hospedagem, criminosos simulam outros sites ligados a plataformas de viagem.
Nesse caso, a Serasa destaca a importância de observar a URL e o design do site, além de eventuais erros ortográficos. Também é preciso desconfiar de quem aceita apenas pagamento via Pix.
Vulnerabilidade de gadgets inteligentes
Malas conectadas e outros acessórios de viagem inteligentes podem apresentar vulnerabilidades, por isso, é importante manter o software atualizado e preferir marcas conhecidas e confiáveis.
Golpe do WhatsApp
Um criminoso se passa por funcionário de uma empresa e oferece serviços, pedindo a confirmação de um código ou número de protocolo, que, na verdade, será usado para acessar sua conta. Nesse caso, é necessário entrar em contato direto com a empresa para confirmar a veracidade do contato.
Golpe do gerente
O criminoso entra em contato com a vítima se passando pelo gerente do banco e utiliza dados reais do cliente, muitas vezes obtidos em vazamentos, para dar credibilidade à abordagem. Em seguida, afirma que identificou uma suposta tentativa de golpe e solicita senhas ou códigos do aplicativo bancário para resolver o problema. Com isso, o criminoso assume a conta da vítima, realiza transferências, contrata empréstimos e causa prejuízos. De acordo com a Febraban, os bancos não entram em contato com os clientes por telefone ou WhatsApp. Em caso de dúvida, a orientação é buscar os canais oficiais do banco.
Perfil falso de amigo ou familiar
Os golpistas utilizam imagens de pessoas conhecidas com números de celulares diferentes, se passando por pessoas próximas, simulando uma situação financeira urgente, doença ou acidente para pedir dinheiro. A dica é desconfiar de números desconhecidos e confirmar a situação diretamente com a pessoa conhecida via ligação ou chamada de vídeo.





