O paranaense Gustavo Rodrigo Faria Mazzocato morreu durante a guerra na Ucrânia cerca de um mês antes do fim do contrato de experiência firmado com as forças ucranianas. A morte ocorreu durante uma missão na região de Donbass e foi confirmada no domingo (4) pelo comandante da unidade em que ele atuava, a 60ª Brigada do Exército da Ucrânia.
Natural de Curitiba, Gustavo tinha 25 anos e deixou a esposa e um filho de três anos. A família afirma que ele queria retornar ao Brasil e chegou a pedir ajuda à Embaixada brasileira poucos dias após chegar ao país europeu. Segundo relatos, ele passou a demonstrar arrependimento e medo após ser enviado à linha de frente do conflito.
O último contato com a família ocorreu na madrugada de 29 de dezembro de 2025, quando mensagens enviadas por intermédio de um oficial indicavam que o contrato estava perto do fim e que ele mantinha a expectativa de voltar ao Brasil. Desde então, não houve novas comunicações diretas até a confirmação da morte.
Gustavo desembarcou na Ucrânia em julho de 2025. De acordo com a família, ele passou por um treinamento básico de cerca de 20 dias e foi informado de que participaria de uma missão de curta duração. Após ser enviado ao combate, ficou meses sem contato direto e atuava em uma área marcada pelo avanço das tropas russas.
Antes de se alistar, Gustavo trabalhava como administrador e também atuava como motoboy. Ele havia servido ao Exército Brasileiro em 2018. Chegou a ser aprovado em um concurso para oficial do Exército, mas desistiu para se mudar com a família para Brasília.
Inicialmente, a previsão era de que atuasse na artilharia, mas acabou sendo designado para a infantaria após chegar à zona de combate. Informações repassadas à família por outros brasileiros que atuam na região indicam que ele estava na linha de frente no momento da ofensiva russa em Donbass.
Após a confirmação da morte, a família buscou apoio junto ao consulado e à Embaixada do Brasil. Segundo os relatos, não há previsão de envio do corpo ao país. Desde junho do ano passado, o Ministério das Relações Exteriores mantém um alerta sobre o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras em contextos de guerra.





