Concessionária inicia força-tarefa para eliminar buracos entre Cuiabá e Rosário Oeste

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A Concessionária Rota do Oeste iniciou nesta quarta-feira (26) uma força-tarefa para recuperar o trecho de 108 quilômetros compreendido entre o trevo do Lagarto, em Várzea Grande, e o acesso ao município de Rosário Oeste (km 434 ao km 542 da BR-364). A responsabilidade pelas obras de recuperação e manutenção no segmento foi recém-transferida para a Concessionária pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Para garantir a segurança dos usuários e fluidez no tráfego, a Rota do Oeste se comprometeu a iniciar a arrecadação de pedágio na praça de Jangada, localizada no km 479 da BR-364, somente após a conclusão da recuperação de todos os buracos no trecho recém-assumido. A expectativa é que este trabalho leve de 15 a 20 dias. Concluída a intervenção inicial, a Concessionária dará continuidade aos trabalhos de restauração profunda, limpeza da faixa de domínio, sinalização, entre outras ações garantir ao segmento o mesmo padrão de qualidade dos demais pontos já administrados pela empresa.

“A decisão por esta força-tarefa certamente não é a mais barata para a empresa, mas representa que temos consciência da situação daquele trecho e que respeitamos o usuário da BR-163, rodovia que administraremos pelos próximos 29 anos”, afirmou o diretor-geral da Rota do Oeste, Paulo Meira Lins.

Os trabalhos são realizados 24 horas por dia, com intervenções inclusive durante a noite e aos finais de semana. Neste período, os usuários que trafegam pelo local deverão redobrar a atenção, uma vez que muitos pontos vão sofrer interdição parcial e o trânsito será realizado com ‘Operação Pare e Siga’, com a liberação da pista em um dos sentidos por vez a cada 15 minutos.

Paralelamente, a equipe técnica dará início à elaboração do projeto técnico-executivo da duplicação do novo trecho assumido. Assim que estiver pronto, o projeto será encaminhado à ANTT para a aprovação.

Segundo Paulo Lins, a assunção das obras no trecho entre Cuiabá e Rosário Oeste significa o fim do último grande ponto crítico ainda existente no trecho entre a divisa do Estado com Mato Grosso do Sul e Sinop. “Desde que assumimos à rodovia, em março de 2014, trabalhamos continuamente para melhorar as condições de tráfego na rodovia dos Imigrantes, no acesso ao terminal de grãos de Rondonópolis e no trecho entre Diamantino e Nova Mutum, além das travessias urbanas. Em um ano, todos os pontos críticos estavam restaurados, sinalizados e limpos. Agora o desafio é ainda maior, pois vamos recuperar este trecho antes do período de chuvas e em tempo recorde”.

Paulo Meira Lins explica, ainda, que a recuperação da rodovia foi feita ao mesmo tempo que as obras de duplicação, o que comprovou a capacidade técnica da empresa. “O cumprimento de todas as obrigações contratuais, dentro dos prazos estabelecidos e com obras de qualidade, mostrou solidez e deu segurança para que o novo trecho fosse transferido”.

A Rota do Oeste também assume a recuperação e manutenção das passagens urbanas nos municípios de Nova Mutum e Sorriso, além dos 5 km restantes na travessia de Rondonópolis, que estava sob a responsabilidade do DNIT.

Atuação em conjunto

As obras de duplicação entre os municípios de Rondonópolis e Cuiabá, já em andamento em alguns pontos e concluídas em outros, continuam sob responsabilidade do DNIT. Porém, entre o km 130,2 e km 261 e entre o km 278,9 e km 321,3 da BR-364, a Concessionária Rota do Oeste vai realizar um trabalho de conserva, com a limpeza da faixa domínio, sinalização e restauração emergencial do pavimento.

Esta intervenção no trecho tem escopo pré-estabelecido e após um período de nove meses o DNIT deverá retomar os trabalhos. A medida foi adotada pela ANTT para que os usuários trafeguem em uma rodovia com boa sinalização e conservação em todo o trecho pedagiado da BR-163.

Reequilíbrios

A assunção parcial do trecho do DNIT e consequente incorporação de novas obrigações está prevista no contrato de concessão da BR-163 e pode ser feita sempre que a agência reguladora demandar mediante reequilíbrio de receita.

A readequação do valor da tarifa de pedágio é necessária para viabilizar os novos investimentos que serão realizados.

Fora isso, também foram calculados na tarifa o reequilíbrio em consequência da aprovação da Lei 13.103/2015, a nova ‘Lei dos Caminhoneiros’ e o reajuste inflacionário, de acordo com Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA).