Com apoio da Apor, cirurgia para tumor de intestino é realizada pela primeira vez pelo SUS em Rondonópolis

mais de 70% dos trabalhadores não se exercitam regularmente

Com apoio da Associação dos Pacientes Oncológicos de Rondonópolis (Apor), a equipe de médicos especialistas que atua no setor oncológico da Santa Casa realizou pela primeira vez, no município, uma cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para retirada de parte do intestino grosso de um paciente com tumor malígno. O procedimento, chamado de retossigmoidectomia laparoscópica com linfadenectomia, é realizado para casos de tumores do intestino grosso, onde é retirada a parte final do órgão e feita a emenda proximal e distal, com remoção de gânglios linfáticos que podem estar comprometidos pela doença. Com o procedimento e a análise patológica da peça retirada, também é possível prever o prognóstico e tipo de tratamento clínico posterior à cirurgia.

Conforme um dos médicos que participaram do procedimento, Leandro Dutra Peres, especialista em cirurgia do aparelho digestivo e videolaparoscopia, antes da operação, o paciente foi submetido a uma colonoscopia (endoscopia digestiva baixa), na qual foi retirado um tumor no sigmoide, porém, não foi possível retirar toda a lesão por esse exame, sendo indicada a complementação da ressecção.

O médico explica que a cirurgia foi através do método de laparoscopia com aparelho adquirido pela Apor, que contém ótica, câmera, insuflador de ar (dióxido de carbono), monitor de alta resolução e pinças (material utilizado para os profissionais operarem). “A laparoscopia é um método menos invasivo e menos agressivo, pelo qual se opera através de pequenos furos no abdômen do paciente com a introdução da ótica com câmera e pinças apropriadas. Causa menos agressão ao organismo se comparado às cirurgias convencionais e, por consequência, causa menos dor, tem melhor efeito estético e a alta hospitalar e o retorno às atividades são mais precoces”, enfatizou.

Além do aparelho de laparoscopia, também foram utilizadas pinças de energia que cortam e selam os vasos sanguíneos para evitar hemorragia, e grampeadores, que fazem a emenda mecânica das partes do intestino. Ambos foram doados pela empresa Quality, de material hospitalar de Cuiabá. “A cirurgia é custeada pelo SUS, mas os aparelhos não são contemplados, por isso a importância de todo o apoio para que fosse possível realizá-la”, explica o médico.

Também participaram da cirurgia inédita os médicos Leandro Mrozinski, especialista em cirurgia do aparelho digestivo, Fábio Apolinário Rodrigues, anestesiologista, Alexandre Franca de Almeida, coloproctologista, a instrumentadora Neiva Maria Heintde de Oliveira, além de enfermeiras e apoio logístico da médica Luciana Horta, cirurgiã vascular, e do médico oncologista, José Spila Neto, que é coordenador técnico do serviço de oncologia mantido pela Apor.