A diretora-executiva da Santa Casa de Rondonópolis, Luciana Ignácio, afirmou que acredita ser possível equilibrar as finanças da unidade hospitalar entre os anos de 2026 e 2027. A declaração foi feita durante seu depoimento à Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal, que investiga a grave crise financeira enfrentada pela instituição, na tarde de hoje (20).
Luciana foi a sétima testemunha a ser ouvida pelos vereadores. Em sua fala, destacou que uma série de medidas de readequação financeira está sendo implementada desde que assumiu a direção da unidade. Entre as ações, está a revisão e o encerramento de contratos considerados desvantajosos para a Santa Casa. De acordo com ela, essa política já gerou uma economia superior a R$ 7 milhões.
Durante o depoimento, a diretora seguiu a mesma linha do diretor financeiro do hospital, José Eduardo Ponciano de Carvalho, ao criticar o contrato firmado anteriormente para a realização de cirurgias eletivas. Segundo ela, o acordo não era favorável à instituição da forma como foi firmado.
Carvalho chegou a classificar o contrato como “leonino”, ou seja, extremamente desigual e prejudicial para a Santa Casa. O presidente do Conselho Curador do hospital, Jacques Pollet, que também prestou depoimento à CEI, foi ainda mais enfático e insinuou que sua assinatura no referido contrato pode ter sido falsificada.
Luciana Ignácio também reconheceu falhas na gestão anterior e ressaltou que mudanças já foram implementadas tanto na análise como na execução de contratos, incluindo alterações no modo de definição dos pagamentos. “Estamos reestruturando a Santa Casa em diversos aspectos. Sabemos que o caminho é longo, mas acreditamos que até 2026 ou 2027 teremos uma unidade mais equilibrada financeiramente”, afirmou.
A CEI segue com os trabalhos de apuração, ouvindo testemunhas e analisando documentos e balancetes financeiros do hospital,





