O Amapá investiu cerca de R$ 400 milhões em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, revelam dados obtidos pela reportagem.
Esse tipo de investimento de renda fixa costuma ter um prazo longo e, se o banco tiver problemas, o fundo pode ter dificuldade em recuperar o dinheiro rapidamente.
Durante a manhã desta sexta-feira (6), a PF (Polícia Federal) realizou uma operação para desarticular um suposto esquema de fraude e má gestão de recursos públicos no Amapá. O foco é o RPPS/AP, o fundo que guarda o dinheiro para as futuras aposentadorias dos servidores estaduais.
Agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Macapá expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal, contra o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois membros do comitê de investivementos.
O peso do Amapá no esquema
Entreos dados reunidos pela reportagem está uma lista de investimentos em letras financeiras, realizado por estados e municípios do país, no Banco Master. Nesse ranking, o Amapá é um dos principais nomes, atrás apenas do Rio de Janeiro, que aplicou R$ 970 milhões. Enquanto o Brasil possui mais de 2.100 regimes próprios de previdência, apenas 18 deles concentraram recursos nessas Letras Financeiras específicas.
Gestão sob suspeita: Fraude ou Risco Excessivo?
A Polícia Federal investiga dois crimes principais previstos na Lei do Colarinho Branco:
Gestão Temerária: Quando o gestor é imprudente e expõe o dinheiro público a riscos desnecessários, sem as garantias devidas.
Gestão Fraudulenta: Quando há intenção clara de enganar o sistema ou desviar valores para benefício próprio ou de terceiros.





