Alegando “supostas” irregularidades, UFR intervém em núcleo da inclusão e gera reação

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Alegando “supostas” irregularidades, UFR intervém em núcleo da inclusão e gera reação

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A reitoria da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) acaba de destituir 61 pessoas do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi). O núcleo é composto por professores, estudantes e pessoas da comunidade ligadas à representação dos povos negro originário e suas destituições, via portaria, sem discussão nem aviso prévio, gera reação na comunidade universitária e também fora dela.

A forma unilateral de relação com o núcleo leva seus membros ativos a classificar como arbitrária e, principalmente, preconceituosa a decisão da reitoria, já que o Núcleo foi criado justamente para dar voz e expressão a setores discriminados e que necessitam do olhar e defesa da universidade pública.

A destituição das dezenas membros do Neabi e a exoneração de sua gerente ocorreram na semana passada, por meio de portaria, sem diálogo da administração da universidade para com os integrantes. Assim que tomaram conhecimento do ato, os membros reagiram e começaram a questionar a forma unilateral da Reitoria, que vai na contra-mão do objetivo do núcleo, que é a discussão e estudos dos problemas e alternativas aos povos afro-brasileiro e indígena.

Nota – Diante da reação contra a forma adotada pela administração, vista como andi-democrática pelos membros, a reitoria da Universidade Federal de Rondonópolis emitiu uma nota de esclarecimento, afirmando que a destituição dos membros e da gerência do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro e Indígena se deu por conta de supostas irregularidades, sem citar quais e como elas teriam acontecido. A nota coloca em suspeita principalmente a gerência do núcleo, afirmando que “A UFR constantemente analisa os processos administrativos, cumprindo o princípio da legalidade e da transparência, de forma que, ao identificar possíveis indícios de irregularidade, toma todas as medidas cabíveis para garantir a segurança institucional”.

O teor da nota acabou gerando ainda mais reações, porque não esclarece os motivos e nem aponta a irregularidade praticada, fundamento no qual se baseou a administração para a exoneração da gerência e integrantes.

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