Mendonça chama delegados do caso Master para reunião nesta sexta

Picture of R7

R7

Gustavo Moreno/STF

Mendonça chama delegados do caso Master para reunião nesta sexta

Mendonça foi sorteado na quinta-feira (12) como o novo relator de processos após Dias Toffoli pedir para sair do caso

Compartilhe:

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu uma reunião com os delegados que apuram o caso do Banco Master. Mendonça foi sorteado na quinta-feira (12) como o novo relator de processos após Dias Toffoli pedir para sair do caso. Apesar da troca, os atos praticados por Toffoli à frente das ações serão mantidos.

A informação foi confirmada pelo R7. Na reunião, os ministro quer saber mais sobre o andamento da investigação e os próximos passos.

Toffoli desistiu de comandar as ações durante reunião nesta quinta com os demais ministros do STF. O encontro foi convocado pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para discutir o relatório elaborado pela Polícia Federal após perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.

A PF, então, levantou a hipótese de que Toffoli fosse declarado suspeito. Na reunião desta quinta, contudo, os ministros concluíram que não há cabimento para que a PF fizesse um pedido para que Toffoli deixasse a relatoria dos processos do Master.

Contudo, segundo a nota divulgada após o encontro, o próprio Toffoli solicitou o envio dos processos à Presidência do STF “considerados os altos interesses institucionais”.

Na mesma nota, os ministros reconheceram a plena validade dos atos praticados por Toffoli até aqui e declararam não haver suspeição ou impedimento.

O texto também registra apoio pessoal ao ministro e destaca que ele atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Reunião teve clima tenso, segundo fontes

Segundo apurou o Quarta Instância, o encontro dos ministros nesta quinta começou em clima tenso.

Toffoli estava resistente à ideia de deixar a condução dos casos e, inicialmente, não queria abrir mão da relatoria. A avaliação predominante entre os colegas, porém, era de que sua permanência aprofundaria o desgaste institucional da corte.

Ao longo da reunião, Toffoli “viu que ia perder” a disputa e acabou cedendo. A solução construída foi a de que a saída se daria a pedido do próprio ministro — e não por imposição do STF.

A alternativa permitiu preservar, ao menos formalmente, a posição de que não houve suspeição ou impedimento.

O que apontou o relatório da PF

Na quarta-feira (11), a Polícia Federal enviou a Fachin o material produzido a partir da perícia realizada no celular de Vorcaro. Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.

O conteúdo analisado inclui mensagens, áudios, fotografias e registros de aplicativos, entre eles diálogos com autoridades. A PF levantou a hipótese de que os elementos encontrados poderiam comprometer a imparcialidade de Toffoli no caso.

Deixe um comentário

Veja Também