Senadores vão à Polícia Federal e ao Supremo para pedir dados sobre o Banco Master

Picture of R7

R7

Rovena Rosa/Agência Brasil

Senadores vão à Polícia Federal e ao Supremo para pedir dados sobre o Banco Master

Reuniões com Andrei Rodrigues e Fachin ocorrem um dia após aprovações para depoimentos de Vorcaro e do próprio diretor da PF

Compartilhe:

Senadores que acompanham o caso do Banco Master pela Comissão de Assuntos Econômicos buscam informações de fraudes financeiras junto à PF (Polícia Federal) e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Os encontros, previstos para a tarde desta quarta-feira (10), miram detalhes do processo ligado à instituição financeira.

No caso da PF, existe a expectativa de uma conversa com o diretor-geral, Andrei Rodrigues, para o recebimento de orientações que norteiem o trabalho dos senadores.

Na sequência, parlamentares vão ao STF, e pretendem pleitear o acesso a documentos ligados ao caso Master que foram restritos. O pedido será levado diretamente ao presidente da Corte, Edson Fachin.

Ao R7, o líder da oposição no Congresso, senador Izalci Lucas (PL-DF), argumentou que o diálogo é necessário para que os parlamentares tenham acesso a informações importantes.

“Queremos conversar com o diretor da Polícia Federal para ter acesso às informações, inclusive com o presidente do Supremo, porque Toffoli colocou tudo com sigilo, e a comissão tem essa competência de requisitar documentos sigilosos. Então, nós temos que explicar isso para o ministro, para que a gente tenha acesso a tudo”, ressaltou.

Segundo o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o objetivo do grupo é acompanhar como está ocorrendo a investigação nas diferentes esferas.

“Primeiro, nós precisamos saber quem descumpriu a legislação existente. Responsabilizar, punir e depois alterar a legislação e fortalecer o próprio papel do Banco Central, que, lamentavelmente, demorou muito a fazer a liquidação”, observou.

Comissão deve ouvir Vorcaro

Os encontros foram confirmados durante reunião nessa terça-feira (10). Na ocasião, os senadores também aprovaram 19 requerimentos para oitivas, audiências públicas e pedidos de informações ao TCU (Tribunal de Contas da União) e ao Banco Central.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, o seu ex-sócio Augusto Lima, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, estão na lista de convidados.

Já as audiências serão destinadas à discussão do caso do conglomerado Master e à atuação das instituições brasileiras. Além disso, têm o propósito de esclarecer as operações financeiras, aquisições de participações acionárias e os investimentos do BRB (Banco de Brasília).

Escândalo do Master

No fim do ano passado, o banco controlado por Vorcaro tinha R$ 80 bilhões em ativos e apenas 4 milhões em caixa. A suspeita é de um esquema de pirâmide, uso de empresas de fachada, triangulação por meio de fundos e carteiras fictícias.

O Master cresceu rapidamente oferecendo CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) com rentabilidade muito acima da média do mercado. Para sustentar o modelo, o banco teria assumido riscos excessivos a fim de conseguir operações que “inflavam” seu balanço.

Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações. As investigações da PF e os relatórios do BC apontam que o colapso do Master não foi apenas financeiro, mas também institucional.

Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira, motivada por “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Deixe um comentário

[gs-fb-comments]

Veja Também