O volume de drogas e armamentos apreendido pela Polícia Federal recuou em 2025 na comparação com o ano anterior, de acordo com balanço divulgado pela corporação nesta terça-feira (10). Os dados mostram redução nos registros de maconha, cocaína, armas de fogo e munições, ao mesmo tempo em que a PF contabiliza milhares de operações, prisões e um prejuízo bilionário imposto ao crime.
Segundo a PF, a apreensão de cocaína passou de 74,5 toneladas em 2024 para 73,1 toneladas em 2025. Em relação à maconha, a PF erradicou 562,9 toneladas da droga no ano passado. Em 2024, haviam sido destruídos 737,9 toneladas.
As apreensões de armas de fogo também diminuíram. No ano passado, foram recolhidas 2.741 unidades. Em 2025, o número caiu para 2.471.
As munições seguiram a mesma tendência: foram 198.113 apreensões em 2025, cerca de 10% a menos do que em 2024, quando o volume chegou a 220.082.
Apesar da redução nesses indicadores, o balanço aponta intensidade nas ações da corporação. Ao todo, foram realizadas 3.864 operações no período, com cumprimento de 11.605 mandados de busca e apreensão e 25.997 prisões, considerando mandados judiciais, flagrantes e grupos de captura.
A PF instaurou ainda 44.091 inquéritos policiais, manteve 47.770 em andamento e relatou 46.552. A duração média foi de 452 dias. O número de pessoas indiciadas chegou a 42.514, com índice de solução de 85,25%.
No enfrentamento às organizações criminosas, a corporação estima ter provocado um prejuízo de R$ 9,5 bilhões.
Crimes cibernéticos
Entre as frentes de atuação, a PF realizou 1.171 operações contra crimes cibernéticos, sendo 1.077 voltadas ao combate ao abuso sexual infantojuvenil. As ações resultaram em 2.139 indiciamentos e no resgate de 114 vítimas.
Na área ambiental, o balanço cita redução de 11,1% no desmatamento da Amazônia Legal e de 11,5% no Cerrado. Também foram apreendidas ou destruídas 398 dragas e balsas e realizadas cinco desintrusões em terras indígenas, além da inauguração do CCPI Amazônia.
O levantamento traz ainda números de cooperação internacional, com 81 prisões no Brasil de foragidos da Justiça estrangeira, 266 capturas no exterior de procurados pela Justiça brasileira e 123 extradições.
Nos serviços ao cidadão, a corporação registrou 36,4 milhões de controles migratórios, emitiu 2,5 milhões de passaportes e expediu 520.077 documentos para migrantes.





