Brasil tem 10 milhões de empresas ativas e 66 milhões de ocupados, aponta IBGE

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Fernando Frazão/Agência Brasil

Brasil tem 10 milhões de empresas ativas e 66 milhões de ocupados, aponta IBGE

Levantamento mostra que remuneração média mensal em 2023 foi de R$ 3.745,45, uma alta de 2% em relação ao ano anterior

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O Brasil encerrou 2023 com 10 milhões de empresas e outras organizações formais ativas, um aumento de 6,3% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essas unidades empregavam 66 milhões de pessoas em 31 de dezembro do ano passado.

Do total de empresas, 7 milhões (70,2%) não tinham pessoal assalariado, enquanto 3 milhões (29,8%) contavam com trabalhadores com carteira assinada.

Entre os 66 milhões de ocupados, 52,6 milhões (79,8%) eram assalariados e 13,3 milhões (20,2%) atuavam como sócios ou proprietários.

A remuneração média mensal em 2023 foi de R$ 3.745,45, o que representa alta de 2% em relação a 2022.

O setor de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas concentrou as maiores participações em número de empresas (28,3%), de pessoal ocupado total (20,5%) e de pessoal assalariado (18,5%). Em termos de salários e outras remunerações, ficou na terceira posição, com 12,9%.

A maior fatia da massa salarial foi observada na seção de Administração pública, defesa e seguridade social, que respondeu por 23,2% do total.

Entre os assalariados, 54,5% eram homens e 45,5% mulheres. Os homens recebiam, em média, R$ 3.993,26, valor 15,8% maior que o das mulheres — diferença menor que a registrada em 2022 (17%).

O levantamento mostra ainda que 76,4% dos assalariados não tinham nível superior. Aqueles com ensino superior completo recebiam, em média, R$ 7.489,16, cerca de três vezes mais que os sem diploma universitário (R$ 2.587,52).

Homens predominavam nos setores de Construção (87,4%) e Indústrias Extrativas (83,1%), enquanto as mulheres eram maioria em Saúde Humana e Serviços Sociais (75%) e Educação (67,7%).

Por região

Das 11,3 milhões de unidades locais ativas no país, 51,4% estavam no Sudeste. Os estados com as maiores concentrações de pessoal ocupado e assalariado eram São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Os maiores salários médios mensais foram registrados nas regiões Centro-Oeste e Sudeste (3,1 salários mínimos), seguidas por Sul (2,8), Norte (2,6) e Nordeste (2,2). O Distrito Federal teve a remuneração média mais alta do país, equivalente a 4,5 salários mínimos.

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