Possível prisão de Kanye West no Brasil repercute na imprensa internacional

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Foto: Reprodução/Twitter/kanyewest

Possível prisão de Kanye West no Brasil repercute na imprensa internacional

Ministério Público de São Paulo pede prisão em flagrante do rapper caso ele faça apologia ao nazismo durante show marcado para o fim do mês

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A repercussão internacional em torno da possível prisão de Kanye West no Brasil ganhou força, nesta quarta-feira (12), após a divulgação de um inquérito civil aberto pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) para impedir o rapper de cantar a música Heil Hitler durante o show previsto para o dia 29 de novembro, em São Paulo. A canção, lançada em maio, glorifica o líder nazista Adolf Hitler.

Veículos internacionais como TMZ, Billboard, COMPLEX e The Express Tribune repercutiram a notícia, destacando que o rapper poderá ser preso em flagrante caso repita durante o show qualquer tipo de apologia ao nazismo, incluindo o uso de símbolos como suásticas em roupas ou materiais promocionais.

Quem entrou em contato com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) para apurar o caso, mas não obteve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para posicionamento.

Segundo o Metrópoles, o inquérito foi instaurado a partir de uma notícia de fato apresentada pela vereadora Cris Monteiro (NOVO), que tem entre suas bandeiras o combate ao antissemitismo. No despacho emitido em 13 de outubro, a promotora Ana Beatriz Pereira de Souza Frontini determinou que o Policiamento de Choque mantenha uma equipe de prontidão durante o evento, com autorização para deter West e dois dos promotores do show, Guilherme Cavalcante e Jean Fabrício Ramos (Faublous Fabz), caso o artista desrespeite as orientações do MP-SP.

O caso ganhou novos desdobramentos quando a Prefeitura de São Paulo negou a autorização para o uso do Autódromo de Interlagos, onde o show estava inicialmente previsto. Embora o motivo oficial fosse “incompatibilidade logística”, o prefeito Ricardo Nunes declarou, nessa segunda-feira (10), que a decisão reflete um veto direto à apologia ao nazismo. “Em equipamento público da Prefeitura, ninguém que faça apologia ao nazismo vai tocar ou cantar nenhuma palavra. Nós não aceitamos e vamos fazer tudo que for necessário para impedir isso”, afirmou ele.

A produção do show se disse “surpreendida” com a revogação do uso do espaço e alegou ter cumprido todas as exigências legais e administrativas. Em nota, os organizadores afirmaram que um novo local será anunciado em breve.

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