O rapper e magnata da música Sean “Diddy” Combs, de 55 anos de idade, foi condenado nesta sexta-feira (3) a 50 meses de prisão – quatro anos, um mês e 28 dias – por duas acusações de transporte para fins de prostituição. A decisão foi anunciada pelo juiz Arun Subramanian, em audiência realizada em um tribunal de Nova York. Além da pena de prisão, o artista terá de pagar uma multa de US$ 500 mil – aproximadamente R$ 2,7 milhões.
O veredito encerra um processo de oito semanas, em que Diddy foi considerado culpado em duas das cinco acusações que enfrentava. Ele foi absolvido das acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão, que poderiam levá-lo à prisão perpétua. A sentença, segundo o juiz, buscou equilibrar os aspectos positivos da trajetória do artista com a gravidade dos crimes cometidos.
A promotoria havia pedido uma condenação de mais de 11 anos de prisão, argumentando que o músico demonstrava arrogância e ausência de arrependimento. Já a defesa buscava reduzir a pena para 14 meses, ressaltando o impacto positivo do rapper na cultura e sua dedicação à família.
Os advogados também alegaram que Diddy não lucrou com as situações investigadas e pediram que o juiz considerasse os traumas da infância do artista, como a morte violenta do pai. Um vídeo de caráter documental, exibido pela defesa, destacou sua atuação filantrópica e o papel como pai presente.
Durante a leitura da sentença, Arun Subramanian afirmou que seria necessária “uma sentença substancial” para mostrar que o abuso contra mulheres é punido com responsabilidade. O juiz reconheceu a importância de Diddy como empresário e artista, mas rejeitou a versão da defesa de que as situações em hotéis, conhecidas como “Freak Offs”, foram experiências consensuais.
Preso desde setembro de 2024, Diddy já cumpriu pouco mais de 12 meses em regime fechado, que serão descontados da condenação. Com isso, o tempo restante será de aproximadamente três anos.





