Moraes critica atuação de ‘pseudopatriotas’ e diz que vai ignorar Lei Magnitsky

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

Moraes critica atuação de ‘pseudopatriotas’ e diz que vai ignorar Lei Magnitsky

Ministro defendeu o STF na volta do recesso do Judiciário

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes defendeu a Corte na volta do recesso do Judiciário nesta sexta-feira (1°). Após ter sofrido sanções previstas na Lei Magnitsky pelos Estados Unidos, Moraes afirmou que há uma “organização criminosa que age de maneira covarde e traiçoeira, com a finalidade de tentar submeter o funcionamento do STF ao crivo de autoridade estrangeira”.

Sem citar ninguém em específico, Moraes ainda acusou brasileiros “pseudopatriotas” de agirem de “forma covarde e traiçoeira”. “É uma verdadeira traição à pátria. Há fartas provas”, afirmou. Moraes disse que a tentativa, inclusive com o tarifaço, é favorecer réus a partir de um incentivo “às taxações ao Brasil e à crise econômica gera a crise social, que por sua vez gera a crise política, para que novamente haja uma instabilidade social e possibilidade de um novo ataque golpista”, afirmou.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está nos Estados Unidos desde o início do ano tentando punições aos ministros brasileiros por violações de direitos humanos. Nesta semana, o presidente Donald Trump puniu Moraes com a Lei Magnitsky.

Ameaças

Moraes ainda afirmou que até mesmo os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, foram ameaçados. “Ameaças aos presidentes das Casas congressuais brasileiras, sem o menor respeito institucional, sem o menor pudor, sem a menor vergonha, na explícita chantagem”, destacou. Segundo ele, os congressistas estão sendo ameaçados para poderem pautar impeachments contra ministros da Suprema Corte.

“Para tentar obter uma inconstitucional anistia ou em relação ao presidente do Senado Federal, o senador Davi Alcolumbre, obter um início de procedimento de impeachment contra ministros desta Suprema Corte, sem existência de qualquer indício de crime de responsabilidade, mas sim por discordar da legítima atuação deste Supremo Tribunal Federal no exercício de sua competência jurisdicional concedida diretamente pela Constituição Federal em uma tentativa patética de tentar afastar seus ministros”, alegou.

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