O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes arquivou o inquérito que tem relação com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e outros investigados sobre possível superfaturamento em licitações para a compra de kits de robótica para escolas públicas de Alagoas. A ação está sob sigilo, e a informação foi confirmada pelo R7.
Para o ministro, o inquérito foi instaurado na Justiça Federal em Alagoas sem que fossem fixados parâmetros da prerrogativa de foro, uma vez que Lira é parlamentar.
As investigações tiveram início em 2022. A Polícia Federal descobriu que a fornecedora do equipamento chegou a cobrar de uma prefeitura R$ 14 mil pelo produto.
No início de junho, uma operação da PF revelou que um ex-assessor de Lira estava entre os alvos da investigação de um grupo suspeito de fraude de R$ 8,1 milhões em licitação e de lavagem de dinheiro na compra dos kits.
O R7 apurou que Luciano Cavalcante trabalhou no gabinete do atual presidente da Câmara e hoje está lotado na liderança do PP na Casa.
Durante a operação, uma mala com dinheiro supostamente destinada a Cavalcante foi encontrada na casa de um policial civil. Além disso, a PF apreendeu cerca de R$ 4,4 milhões em dinheiro vivo na casa de um dos investigados.
Na época, a assessoria de imprensa do deputado negou as acusações. “Toda movimentação financeira e pagamentos de despesas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, seja realizada por ele e, às vezes, por sua assessoria, têm origem nos seus ganhos como agropecuarista e na remuneração como deputado federal”, escreveu, em nota.





