Onças, tamanduás, araras, animais silvestres sempre despertam curiosidade. E muitas pessoas devem guardar na memória a experiência de ter visto algum deles de perto quando estão “empalhados” em uma exposição. Além das espécies serem muito intrigantes, uma dúvida pode surgir: como é o processo de preservação dos animais para que não sofram a ação do tempo?
O que a maioria das pessoas conhece como “empalhamento” é uma técnica científica chamada de taxidermia. Ela permite que dar forma da pele, planos e tamanho dos animais depois que morrem. Essa prática é aplicada somente em animais vertebrados e os primeiros registros são bastante antigos, remontam ao império egípcio, a cerca de 2.500 a. C.
A taxidermia é empregado por biólogos que fazem preparação de esqueleto, preparação de pele cheia, infiltração em parafina, fixação e montagem de coleção de insetos de várias espécies. É um procedimento que envolve conhecimentos de diversas áreas como: Química, Anatomia, Ecologia, Artes Plásticas, entre outras.

A XXIV Semana da Biologia, realizada pelo curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), irá ofertar, entre outros, um minicurso de “Introdução a Taxidermia Científica”. O minicurso será ministrado pelo Sargento da Polícia Militar de Proteção Ambiental, Valdivino Rocha da Silva. “A taxidermia é importante para ser utilizada na educação ambiental para que as pessoas possam conhecer melhor e mais perto um determinado animal ou ave”, explica Silva. O professor doutor em Ecologia e Conservação da Biodiversidade, Ricardo Alexandre Kawashita Ribeiro, também é responsável pelo minicurso que conta com 10 inscritos.
Os animais que passam pelo processo de taxidermia podem integrar coleções científicas, museus e exposições. Marcos Ludwig está no sétimo semestre do curso de bacharelado em Biologia e diz que essa técnica contribui para a divulgação do conhecimento ambiental “A minha área de interesse dentro da biologia é relacionada a ecologia e educação ambiental, e a taxidermia, contribui para a divulgação de conhecimento científico, tornando mais acessível e simples; por trazer de uma maneira didática e visual explicações e possibilidades de diálogo por meio da apresentação de animais que não seriam normalmente vistos em um contexto urbano”.
XXIV Semana da Biologia da UFR
Com o tema: “Oportunidades da vida acadêmica e profissional do biólogo”, a XXIV Semana da Biologia, realizada pela curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). O evento começa nesta segunda-feira (11) e segue até 16 (sábado). Serão oferecidos minicursos, oficinas, palestras, apresentação de pesquisas científicas e haverá ainda concurso de fotografia. Até o momento há 180 inscritos. As inscrições para as palestras são de graça e podem ser feitas pelo link que está no perfil do instagram @semabioufr. Já as inscrições para as demais atividades estão esgotadas.





