Por que meu pet está se esfregando no chão?

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Por que meu pet está se esfregando no chão?

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O cuidado com nossos animais de estimação vai muito além de dar banho e sair para passear todos os dias. Como seres vivos, eles também precisam de atenção, carinho e um olhar atento de seu tutor, principalmente quando há alguma mudança comportamental.

Quando o cachorro começa a se esfregar no chão ou nos móveis, por exemplo, ele pode estar sofrendo com a presença de ectoparasitas — por isso é indispensável o uso periódico de produtos antipulgas e carrapatos. Caso o ato de se esfregar seja na região do bumbum, o problema pode ser com as glândulas anais.

Se você é dono de pet e já presenciou o seu cachorro tendo algum desses comportamentos, vale a pena continuar lendo esse texto. Vamos explicar as possíveis razões para essas coceiras e como tratá-las.

Coceira é algo normal, mas até certo ponto

Um primeiro ponto que deve ser esclarecido é que, assim como nós humanos, os cães também sentem coceiras. Uma picada de mosquito ou mesmo uma pequena irritação na pele faz com que a gente se coce e o mesmo vale para os nossos animais de estimação.

Acontece que, se essa coceira é frequente, provavelmente, existe algum problema que precisa ser observado e, quando necessário, tratado com a ajuda de um veterinário. Ele vai conseguir detectar com mais precisão a origem da coceira e oferecer o tratamento mais adequado para aquela situação.

A seguir, falaremos sobre dois dos principais tipos de coceira relacionadas ao ato de esfregar, mas que merecem a atenção dos tutores.

Esfregar o focinho

Seja com a ajuda das patas ou no contato com um tapete, por exemplo, o cachorro esfrega o focinho demonstrando alguma coceira ou incômodo nesta região. Existem razões simples para isso, como ter um resto de comida preso nos dentes ou no próprio focinho, ou mesmo a presença de algo grudado nos pelos.

Essa situação é relativamente fácil de ser resolvida, já que basta tirar o elemento estranho da cara do seu pet para regularizar o incômodo. Isso pode acontecer também quando o animal beber água ou comer ração molhada e fica com o focinho úmido — a tendência é que ele tente secá-lo esfregando o focinho.

No entanto, se essa coceira é recorrente e aparece em conjunto com outros sintomas como o aparecimento de feridas, vermelhidão na pele do focinho, queda de pelo e até inchaço na face do animal, se faz necessária uma visita o quanto antes ao veterinário.

Entre os possíveis diagnósticos estão a presença de parasitas, como pulgas e carrapatos, sarna, dermatite, reação alérgica a, por exemplo, picada de insetos ou ainda gripe, ou pneumonia (o animal esfrega o focinho por conta da secreção nasal). O tratamento deve ser prescrito pelo especialista conforme o problema.

Esfregar o bumbum

Outro tipo de “coceira” comum em cães é o famoso esfregar o bumbum no chão. Você pode ter visto e se espantado com essa cena inusitada do animal arrastando o traseiro pelo chão. O que para alguns chega a ser cômico, na verdade, é sinal de um grande desconforto.

Os cães, assim como os gatos, possuem glândulas anais que servem tanto para lubrificar a região quanto para deixar uma espécie de marca própria. Este líquido expelido com as fezes tem um cheiro único que ajuda na distinção dos animais e na sua comunicação — razão pela qual os cães cheiram o bumbum um do outro.

O que acontece é que quando essas glândulas não são devidamente esvaziadas no ato de defecar, elas geram esse incômodo que faz com que o animal se arraste pelo chão. Em casos mais graves, elas podem ficar inflamadas e com o surgimento de abscessos.

Outra possibilidade é que o animal se esfregue porque tem algum objeto estranho grudado no seu traseiro. O mesmo acontece em animais muito peludos que, por algum motivo, ficaram com pedaços de fezes grudados nos pelos. Pets que foram tosados na região anal também podem apresentar esse tipo de coceira.

Há ainda chances da coceira estar relacionada a quadros de diarreia, presença de parasitas no organismo, proctite (inflamação do reto e do ânus), além de obstruções intestinais. Como no caso anterior, o mais correto é procurar a avaliação de um especialista.

A depender do caso, o animal pode receber a indicação de pomadas, ração com mais fibra, comprimidos antiparasitários ou, em casos mais graves (como tumores e hérnias), cirurgia. O veterinário pode pedir ainda que você faça manualmente o esvaziamento das glândulas anais (ele indicará como fazê-lo mesmo em casa).

Sabendo de tudo isso, fica mais fácil entender o comportamento do seu cão em casos de coceira. E, é claro, na dúvida, leve-o no veterinário.

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