Em sessão solene; Marildes destaca necessidade de projetos voltados para mulheres

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Lucas Perrone

Em sessão solene; Marildes destaca necessidade de projetos voltados para mulheres

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A vereadora Marildes Ferreira (PSB) destacou em sessão solene realizada na terça-feira (8), em homenagens às mulheres, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, a necessidade da implantação de mais Leis que atendam às necessidades das mulheres. “O nosso país tem mais de 100 mil leis, mas apenas cinco destinadas exclusivamente às mulheres”, disse a vereadora.

Ela explicou que além da Lei Maria de Penha, que é mais conhecida, há também a Lei que garante a mulher que tenha aborto natural fique em casa, se recuperando por duas semanas; e ainda a Lei  que garante à mulher poder descer do ônibus coletivo depois das 22 horas onde ela quiser, dentre outras.

Marildes explicou que junto com a vereadora Kalynka Meirelles (Republicanos) vai apresentar, em breve, uma cartilha de políticas públicas onde constarão projetos de Lei para dar visibilidade às mulheres. “Vamos dar vozes, às nossas mulheres, às mulheres que não tem emprego, moradia, acesso à educação e sofrem com doenças mentais como depressão”, explicou a vereadora.

Ela ainda disse que entende que um dos papéis dela na Câmara é garantir que essas políticas públicas sejam criadas. “Queremos Leis para não ficar no papel e sim para atender às mulheres”, completou.

Marildes ao lado de Kalynka tem trabalhado para reforçar às ações voltadas às mulheres.

Na sessão de ontem, as duas vereadoras dividiram a presidência do Poder Legislativo e demostraram estar entrosadas.

Tanto é verdade, que Marildes em seu discurso fez referências ao trabalho de Kalynka, que também reconheceu à postura da vereadora do PSB. “Tendo duas mulheres na Câmara, nós vamos abrir espaço para outras mulheres no Legislativo”, disse Marildes.

Na sessão solene, a médica Luciana Horta, a professora Francileide Fontenelle e a sargento PM, Vanessa de Santos Souza, que foram homenageadas, participaram e discursaram.

Elas foram receberam a medalha de Honra ao Mérito Rosa Bororo, e representaram as demais homenageadas. A sessão foi virtual e sem a presença de público.

Marildes fez questão de lembrar a história de Rosa Bororo , que empresta o nome à honraria. A vereadora explicou que ela era uma índia da nação bororo que foi capturada por militares e foi mandada para morar em Cuiabá, onde foi alfabetizada; resistiu ao assédio sexual e acabou sendo traída pelo homem branco. “Ela era empoderada há séculos atrás, e uma das suas últimas frases antes de morrer foi: ‘Não confie nos brancos, eles só ajudam quando precisam’”, disse.

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