Eleições ainda não foram decididas em 19 capitais e outras 39 cidades

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Marcos Oliveira/Agência Senado

Eleições ainda não foram decididas em 19 capitais e outras 39 cidades

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Na maioria das capitais brasileiras, as eleições para o cargo de prefeito ainda não foram decididas. Das capitais dos 26 estados (no Distrito Federal não há eleições municipais), 18 ainda precisam decidir entre os candidatos que foram para o segundo turno e uma, Macapá, teve o pleito adiado em razão do apagão elétrico no estado. As outras sete capitais já tiveram os prefeitos eleitos no primeiro turno.

Nas cidades cuja disputa foi para o segundo turno, a nova votação está marcada para o dia 29 de novembro. A propaganda em rádio e televisão, que foi interrompida antes do primeiro turno, será retomada no dia 20 e encerrada no dia 27 de novembro.

Em Macapá, a votação foi adiada por causa da falta de energia que atingiu o Amapá. O primeiro turno nessa cidade está marcado para o dia 13 de dezembro; o segundo turno, se necessário, será realizado no dia 27 de dezembro. Mas há candidatos à prefeitura de Macapá que tentam antecipar essas datas para 29 de novembro (primeiro turno) e 13 de dezembro (segundo turno).

O adiamento na capital do Amapá é o segundo dessa cidade em 2020, já que as eleições em todos os estados já haviam sido adiadas. As datas previstas inicialmente eram os dias 4 de outubro para o primeiro turno e 25 de outubro para o segundo turno. O motivo do adiamento, que foi aprovado pelo Congresso em julho, foi a pandemia de covid-19.

Mapa_1oTurno_eleitos.jpg

Sete capitais estaduais já elegeram seus prefeitos:

Belo Horizonte
(MG)
Alexandre Kalil (PSD) — reeleito
Campo Grande
(MS)
Marquinhos Trad (PSD)
Curitiba
(PR)
Rafael Greca (DEM) — reeleito
Florianópolis 
(SC)
Gean Loureiro (DEM) — reeleito
Natal 
(RN)
Álvaro Dias (PSDB) — reeleito
Palmas
(TO)
Cinthia Ribeiro (PSDB)
Salvador
(BA)
Bruno Reis (DEM)
Fonte: TSE

Regras

O segundo turno das eleições ocorre para os cargos do Executivo quando nenhum candidato conquista mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno. Além disso, de acordo com a legislação, o segundo turno só pode ser realizado nas cidades com mais de 200 mil eleitores.

Das capitais, apenas Palmas (TO) não tem o número mínimo de eleitores para a realização de segundo turno. As outras seis capitais que definiram o resultado das eleições para prefeito no primeiro turno são: Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Natal e Salvador.

Além de Macapá (onde ainda não houve eleição) e das 18 capitais onde haverá segundo turno, outras 39 cidades do país também terão segundo turno.

Medidas

Também em razão da pandemia, outras mudanças foram feitas em 2020. O horário de votação foi ampliado para que os eleitores possam votar entre 7h e 17h. O período entre 7h e 10h é preferencial para pessoas com mais de 60 anos, idade em que há maior risco de complicações com a covid-19.

Além disso, o eleitor deve usar máscara e, se possível, levar a própria caneta para diminuir o risco de contaminação ao assinar o caderno de votação. É preciso manter a distância entre as pessoas na fila e limpar as mãos com álcool (antes e depois de votar). Também se recomenda evitar levar pessoas que não precisam estar nos locais de votação.

No dia da eleição, é preciso levar um documento oficial com foto — que pode ser, por exemplo, a carteira de identidade, o passaporte ou a carteira nacional de habilitação. Não é necessário levar título de eleitor, mas o documento pode ajudar, já que contém informações sobre a zona e a seção eleitoral. Se preferir, o eleitor pode baixar o aplicativo e-título pelo celular e mostrar a respectiva tela ao mesário.

Mapa_2oTurno.jpg

Capitais estaduais que terão segundo turno:

Cidade

Candidatos no 2º turno (e a porcentagem de votos válidos que obtiveram no 1º turno)
Aracaju
(SE)
Edvaldo (PDT): 45,57%
Delegada Danielle (Cidadania): 21,31%
Belém
(PA)
Edmilson Rodrigues (PSOL): 34,22%
Delegado Federal Eguchi (Patriota): 23,06%
Boa Vista
(RR)
Arthur Henrique (MDB): 49,64%
Ottaci Nascimento (Solidariedade): 10,59%
Cuiabá
(MT)
Abílio (Podemos): 33,72%
Emanuel Pinheiro (MDB): 30,64%
Fortaleza
(CE)
José Sarto (PDT): 35,72%
Capitão Wagner (Pros): 33,31%
Goiânia
(GO)
Maguito Vilela (MDB): 36,02%
Vanderlan Cardoso (PSD): 24,67%
João Pessoa
(PB)
Cícero Lucena (PP): 20,72%
Nilvan Ferreira (MDB): 16,61%
Maceió
(AL)
Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB): 28,87%
João Henrique Holanda Caldas (PSB): 28,56%
Manaus
(AM)
Amazonino Mendes (Podemos): 23,91%
David Almeida (Avante): 22,36%
Porto Alegre
(RS)
Sebastião Melo (MDB): 31,01%
Manuela D’Ávila (PCdoB): 29%
Porto Velho
(RO)
Hildon Chaves (PSDB), atual prefeito: 34,01%
Cristiane Lopes (PP): 14,32%
Recife
(PE)
João Campos (PSB): 29,17%
Marília Arraes (PT): 27,95%
Rio Branco
(AC)
Tião Bocalon (PP): 49,58%
Socorro Neri (P SB), atual prefeita: 22,68%
Rio de Janeiro 
(RJ)
Eduardo Paes (DEM): 37,01%
Marcelo Crivella (Republicanos), atual prefeito: 21,90%
São Luís
(MA)
Eduardo Braide (Podemos): 37,81%
Duarte Júnior (Republicanos): 22,15%
São Paulo
(SP)
Bruno Covas (PSDB), atual prefeito: 32,86%
Guilherme Boulos (PSOL): 20,24%
Teresina
(PI)
Dr. Pessoa (MDB): 34,53%
Kleber Montezuma (PSDB): 26,70%
Vitória
(ES)
Delegado Pazolini (Republicanos): 30,95%
João Coser (PT): 21,82%
Fonte: TSE

 

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