A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, afirmou que a violência contra mulheres no Brasil precisa ser tratada como uma crise nacional. A declaração foi feita nesta quarta-feira (18.02), dois dias após o feminicídio de Pricila Maria Dolla Gomes, de 38 anos, ocorrido na segunda-feira (16.02), em Rio Negrinho, no estado de Santa Catarina.
O caso ganhou repercussão após a confirmação de que a vítima teria implorado pela própria vida durante uma chamada de vídeo realizada minutos antes dos disparos.
Virginia afirmou que a violência contra a mulher não pode mais ser tratada como casos isolados ou regionais, mas como uma crise que atinge todo o país.
“Não é só em Mato Grosso. É no Brasil todo, infelizmente. Estamos vendo mulheres sendo mortas dentro de casa, muitas vezes depois de pedir ajuda. Isso nos revolta e exige uma resposta firme das autoridades”, declarou.
Para a primeira-dama, o caso reforça a urgência de uma resposta mais firme do poder público no combate ao feminicídio.
“Temos um Código Penal de 1940, ultrapassado para a realidade de hoje. A violência mudou e a lei precisa acompanhar. Volto a cobrar e a chamar a atenção do Governo Federal e do Congresso Nacional para medidas duras e eficazes. Isso é inaceitável”, afirmou.
Virginia também voltou a defender o avanço no debate sobre punições máximas, incluindo prisão perpétua para casos de feminicídio.
“Quem tira a vida de uma mulher ou comete crimes dessa natureza precisa saber que poderá perder a própria liberdade de forma permanente. A lei precisa proteger as mulheres e fazer com que esses homens tenham medo real das consequências. Só assim começaremos a mudar essa realidade”, completou.





