Após receber denúncias de moradores de região rural da Carimã, onde moram cerca de 200 famílias, a vereadora Kalynka Meirelles (REPUBLICANOS), de Rondonópolis, foi até o local, nos últimos dias, para confirmar as queixas. A parlamentar se reuniu com pais de alunos, onde constatou que muitas crianças e adolescentes não estão conseguindo se dirigir até suas escolas em virtude de uma baixa oferta de veículos.
Segundo confirma Kalynka, os alunos estão chegando rotineiramente atrasados ou sequer estão conseguindo ir à escola devido a um serviço precário que está sendo prestado por uma empresa contratada para realizar o translado. Diante do cenário caótico, a parlamentar oficiou a Secretaria de Educação do Município, relatando o caso e sugerindo que parte da frota da nova autarquia de transporte de Rondonópolis ceda alguns ônibus temporariamente.
“A Prefeitura adquiriu 22 novos ônibus e fui informada que há uma previsão de que parte deles serão destinados para a Carimã. Ocorre que enquanto estes veículos não chegam, temos que solucionar a questão e permitir que estas crianças, que já ficaram tão prejudicadas no seu calendário escolar, devido a pandemia, não sejam novamente comprometidas em seu desenvolvimento estudantil por esta questão”, afirma Meirelles.
Durante o uso da tribuna a vereadora sugeriu que ônibus da autarquia que estão parados sejam destacados em caráter emergencial para atender a comunidade. Três ônibus vão fazer o reforço nesse período até que os microônibus comprados pelo município sejam entregues. ” Fico feliz com a sensibilidade da secretaria de educação, o problema é urgente e precisa dessa atenção”, ressaltou Kalynka.
A vereadora conta que a indicação foi bem recebida pela secretária de educação, Mara Gleibe, e que já está ocorrendo a adequação para que o caso seja rapidamente solucionado. Além da questão do déficit da frota, a vereadora entrou em contato com o deputado estadual, Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), para que ele interceda junto ao Governo do Estado na solução da intrafegabilidade da MT-471, utilizada pelos moradores do Carimã para sair e chegar até a comunidade.
“Existem cerca de 10 quilômetros em pontos diferentes da 471 e linhas que seguem para as fazendas que praticamente não é possível seguir viagem sem ajuda de um trator, em dias chuvosos. Isso prejudica não só o escoamento da grande produção da região, mas pessoas que precisam vir para a cidade buscar um tratamento de saúde, por exemplo, e estudantes que passam por ali todos os dias. É sabido que em períodos chuvosos fica mais complicada a intervenção de serviços de infraestrutura, mas pelos menos paliativamente é preciso agir para garantir o ir e vir das pessoas. São 200 famílias”, reforçou.





