Um projeto de lei, apresentado pela vereadora, Kalynka Meirelles (REPUBLICANOS), de Rondonópolis, autoriza o Poder Executivo Municipal a instituir um mutirão anual de exames oftalmológicos e audiométricos em alunos da rede de ensino local, que tenham a partir de seis anos.
A ideia é que os exames ocorram, de maneira itinerante, nas dependências da própria escola, mitigando aquele que é o maior obstáculo pedagógico contra o pleno aprendizado. Segundo Kalynka, dados oficiais da Organização Mundial de Saúde – OMS apontam de maneira gritante para a demanda.
“Estimativas mostram que cerca de 20% das crianças apresentam alguma dificuldade visual, e ainda mais grave, 80% dos casos de maus resultados escolares têm ligação com problemas de visão. Não tenho dúvida que os alunos com déficit de audição seguem parâmetro parecido. Nós, enquanto Poder Público, precisamos agir o quanto antes nesta questão e equiparar as potencialidades desta criança com a dos amiguinhos”, elencou a vereadora, na justificativa do projeto.
O Mutirão Anual, ainda segundo o texto, funcionará como uma ampla triagem, encaminhando com prioridade ao Sistema Único de Saúde – SUS todos os alunos com diagnósticos de maior complexidade, ou que necessitem de acompanhamento de grande periodicidade, a fim de que recebam tratamento adequado imediatamente.
“Tivemos o cuidado ainda de minuciar no projeto a necessidade do cuidado socioeconômico do problema. Identificada situação de vulnerabilidade social da criança, e havendo indicação médica, o Poder Executivo fornecerá óculos de grau e aparelhos auditivos”, citou a vereadora, que acrescentou a possibilidade de parcerias que auxiliem a Gestão Municipal no custeamento dos itens.
“A Prefeitura Municipal poderá firmar convênios com entidades do terceiro setor, tais como Rotary, Apae, Lions Clube de Rondonóplis e outras agremiações sem fins lucrativos que atendam o interesse público, muitas que já até fazem atendimentos muito parecidos. Para o Município, vai funcionar como se fosse uma extensão do próprio trabalho de busca ativa da Atenção Básica, já estabelecido nos bairros”, exemplificou a vereadora.
Para Kalynka, pais e professores, mesmo munidos de muito boa vontade, podem confundir uma simples necessidade de óculos ou aparelho auditivo com outras questões de dificuldade cognitiva, adiando o diagnóstico correto, o devido tratamento e o desenvolvimento natural da criança.
“A carga de trabalho hoje em dia, seja na vida do pai ou da mãe, que trabalham o dia todo para manter o lar, bem como dos próprios profissionais de educação, que possuem ali de 25 a 30 alunos em sala de aula, justificam completamente que um problema tão simples em crianças possa não ser despercebido ou confundido, de alguma maneira. Nosso projeto é algo bem fácil de ser executado, já temos estrutura profissional pra isso no Município e não tenho dúvida que os indicadores de qualidade de ensino nos mostrarão grande diferença já no curto prazo”, finalizou Meirelles.





