Várzea Grande prepara plano de contingência para varíola dos macacos e inicia capacitações

Várzea Grande prepara plano de contingência para varíola dos macacos e inicia capacitações

A capacitação envolve mais de 100 profissionais das Redes Pública e Privada de Saúde do Município.

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande se prepara para o enfrentamento à doença Monkeypox, que ficou conhecida no mundo científico como “varíola dos macacos”. Por determinação do Prefeito Kalil Baracat, o secretário Municipal de Saúde, Gonçalo de Barros, formou grupo de trabalho com a equipe da Vigilância em Saúde, e as ações vão seguir orientações emitidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A primeira ação traçada, segundo o secretário, foi pensada nos profissionais da ponta que vão lidar com as doenças. Por isso, deu início nesta semana o primeiro ciclo de capacitação, onde mais de 100 profissionais da saúde – que englobam médicos, enfermeiros, técnicos tanto das Redes Pública/SUS e Privada – recebem orientações sobre a doença, procedimentos para notificações de casos, estabelecimentos de fluxos de assistência médico hospitalar, procedimentos de exames laboratoriais, entre tantos outros cuidados e atenção.

“Ainda se desconhece uma série de situações referentes a essa doença, tais como outras formas de transmissão. Hoje não temos a vacina contra esse vírus disponível na Rede SUS. Assim como nós aprendemos com relação a Covid-19, a nossa principal ação vai ser a prevenção da transmissão e disseminação do vírus no nosso município com o conhecimento da doença, estabelecendo fluxos tanto para detecção da doença, como tratamento e referência”, pontuou Gonçalo.

A varíola dos macacos foi declarada emergência de saúde global segundo a Organização Mundial de Saúde. Em Mato Grosso, segundo dados do Estado, existem 3 casos que estão sendo investigados. “Acredito que capacitar a Rede da Saúde do Município e ter o Plano Municipal de Contingência no enfrentamento à doença são passos importantes para a proteção da nossa população contra esta doença”, disse o secretário Gonçalo de Barros.

A Superintendente de Vigilância em Saúde de Várzea Grande, Relva Cristina de Moura, disse que é importante neste primeiro momento lidar com as informações e preparar os profissionais de saúde, com informações certas, e as medidas que devem adotar diante de um caso suspeito, porque não se pode confundir as doenças varíola humana e a MonKeypox.

“A varíola humana é uma doença erradicada no nosso país há muitos anos, enquanto a Monkeypox é semelhante, porém, é outra doença. São dois vírus diferentes, que causam sintomas relativamente parecidos, mas são doenças absolutamente distintas. O tratamento em geral é sintomático, além disso, deve-se aumentar a ingestão de água, repouso e higienização das lesões. Ainda não está disponível no Brasil a vacina, porém o Ministério está em tratativas para aquisição de doses para a população para que estejam disponíveis o mais breve possível”, disse ela.

Desmistificando, o porquê ficou conhecida como a ‘varíola do macaco´, explica Relva Cristina, que foi diagnosticada e identificada pela primeira vez com a doença na década de 60, que não tem nada a ver com macacos. “Na verdade, ela foi identificada primeiro nos macacos e, por isso, ficou conhecida no mundo científico como “varíola dos macacos”. Essa doença tem caráter endêmico em alguns países da África Central e da África Ocidental, e agora está se espalhando pelo mundo e no Brasil também”, disse ela.

“As orientações, por ora, para a Rede de Serviços do SUS e Particular são levadas em consideração tudo sobre a doença, sobre transmissão, identificação de pacientes, a capacidade de contenção nas redes, assim como a capacidade de diagnóstico e monitoramento focando na prevenção e na assistência. Estas são as principais orientações contidas no Plano Municipal de Contingência sobre a Monkeypox ‘varíola do macaco’. O alerta principal a todos para quaisquer sinais ou sintomas, procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima a sua residência para que o médico examine e faça a condução clínica necessária”, orientou Gonçalo de Barros.

Sobre a Monkeypox´ Varíola do Macaco´

Originalmente conhecida como Monkeypox, a varíola dos macacos é uma doença endêmica da África e recentemente tem causado alerta no mundo por conta de infecções registradas desde o início de maio na América do Norte e Europa. O que chama atenção das autoridades mundiais em saúde é que essa é a primeira vez que a doença causa surto em várias partes do mundo sem que os pacientes com a doença tenham viajado para a África.

Sintomas

Febre de início súbito, forte e intensa, dor de cabeça, náusea, exaustão, cansaço e o surgimento de gânglios (inchaços popularmente conhecidos como “ínguas”), que podem acontecer tanto na região do pescoço, na região axilar, como na região perigenital, associada com feridas ou lesões pelo corpo.

Transmissão

A principal forma de transmissão da doença é por meio do contato pele/pele, secreções ou por objetos pessoais do paciente infectado que tenha contato.

Medidas de Proteção

Fazer uso de máscara facial e higienizar as mãos. Evitar contato direto com pessoas contaminadas. A pessoa com a doença deve ficar em isolamento e todo seu material de roupa de cama, roupas, lençóis e objetos pessoais devem passar por um processo de higienização, fervura, lavagem com água e sabão para impedir a transmissão.

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