“Um estado de desiguais e sem isonomia, sem recursos para saúde, segurança e educação com salários atrasados”, diz presidente do SISMA/MT

“Um estado de desiguais e sem isonomia, sem recursos para saúde, segurança e educação com salários atrasados”, diz presidente do Sisma
Foto: SISMA-MT



Com um atraso absurdo no pagamentos de salários dos servidores públicos do Estado de Mato Grosso, o presidente do Sindicato do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA), Oscarlino Alves, expôs a situação de calamidade de Mato Grosso.

De acordo com ele, a situação é lamentável e triste para a classe trabalhadora de servidores públicos.

Na sua visão, o atraso de salário é fruto da omissão dos governantes e da extrema desmoralização das instituições que compõe o Estado, já que descumprem as leis vigentes e a Constituição Estadual e fingem que nada está acontecendo.

“Com sobras de caixas que permitem comprar escandalosamente ambulâncias para a saúde numa grande politicagem da Assembleia Legislativa, com obras a todo vapor de construção, ampliação e reformas de fóruns, com propagandas institucionais neste momento de crise, nos perguntamos onde está a imprensa para mostrar isso a sociedade?”, questiona Oscarlino.

Além disso, para ele desde o governo Blairo Maggi, foi empurrado nas costas do consumo final de bens e serviços toda a carga tributária, através de um jogo combinado que o segmento do agronegócio não pagaria mais impostos.

Estabelecendo, assim, uma governança num ambiente de corrupção política, repasses de Duodécimos altíssimos, como se fosse um “cala boca” para sustentar essa hegemonia.

“Não é teoria, é fato. Um estado de desiguais e sem isonomia, sem recursos para saúde, segurança e educação com salários atrasados enquanto deputados, magistrados, promotores, conselheiros do TCE, procuradores e defensores e demais servidores públicos estão recebendo em dia e até adiantado e ainda sobra dinheiro. Já pagaram suas contas e vão receber dezembro com seus salários altíssimos mais verbas indenizatórias maiores que os próprios salários”, critica o presidente.