O vereador Beto do Amendoim (PSB), em discurso proferido na sessão da última quarta-feira (29) na Câmara Municipal, disparou críticas ao prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e também à bancada federal de Mato Grosso. O discurso gera expectativa, com relação à sessão de hoje, em razão da repercurssão da fala do parlamentar.
Sem citar nomes, o parlamentar ainda atacou um vereador que, segundo ele, estaria tirando proveito do momento político por achar conveniente defender o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Na oportunidade, ele dizia que o Bolsonaro era um louco, que não chegava a lugar nenhum, que só imbecil apoiava nele. E hoje é um dos caras que mais grita o nome do homem porque é conveniente”, afirmou.
Beto também criticou a postura política do prefeito de Cuiabá, que, segundo ele, teria declarado que não precisa do governo federal.
“Aí ele decreta calamidade pública e fala que não precisa do governo federal. Bom, quando você baixa um decreto, é para duas coisas: ou para receber recursos do governo federal, ou para contratar serviços sem licitação”, pontuou.
O vereador ainda afirmou que essa postura de Abilio pode interferir nas demais cidades do Estado, inclusive em Rondonópolis.
No mesmo tom, Beto criticou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em relação à ação policial no Complexo da Penha e do Alemão.
“É igual o governador do Rio de Janeiro: eu não aceito ajuda do governo federal. Mas na hora que a bomba estourou na mão, aceitou”, completou.
Ele condenou a operação policial no Rio e disse que a entrada das forças de segurança poderia ter ocorrido de outra forma. “Quantas dezenas de pessoas perderam a vida de maneira inocente?”, questionou.
As declarações do parlamentar geraram reação imediata e incendiaram a sessão, com manifestações de diversos vereadores.
Beto ainda foi mais longe e criticou a bancada federal e os representantes de Rondonópolis no Congresso.
“E quando a gente viu nossos deputados federais brincando para aprovar uma lei onde eles podem fazer o que quiser e não receber nenhum tipo de punição… Na hora de votar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, eles estavam onde? Não estavam na tribuna. Não compareceram nem no plenário para votar. Então é isso que a gente tem que ficar atento”, concluiu.





