Servidores aposentados e representantes do Instituto Municipal de Previdência dos Servidores de Rondonópolis (Impro), do Serv-Saúde e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sispmur) participaram, na tarde desta terça-feira (24), da reunião da Ordem do Dia na Câmara Municipal, com o objetivo de cobrar um posicionamento da Casa de Leis em um processo judicial que trata da nomeação do gestor do Impro.
O grupo pede que o Legislativo se manifeste formalmente no processo que tramita no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o qual aponta que a escolha do gestor do instituto previdenciário pode ser de livre nomeação pelo prefeito. Segundo os servidores e dirigentes sindicais, a omissão da Câmara pode resultar em prejuízos à segurança jurídica do Impro e, consequentemente, aos próprios servidores.
Os servidores defendem o modelo de gestão democrática, onde o gestor é escolhido pelo voto direto, do prórprio servidor.
O presidente do Impro, Danilo Ikeda Caetano, alertou que, caso não haja manifestação até a meia-noite desta terça-feira — prazo final determinado pela Justiça —, a decisão pode retroagir e comprometer atos administrativos já praticados pelos gestores. “Isso pode causar insegurança jurídica e prejudicar diretamente os servidores”, afirmou Ikeda. Ele ainda destacou que entregou ao procurador jurídico da Câmara, Aristoteles Cadidé, uma minuta do recurso a ser protocolado.
Cadidé, por sua vez, informou que não poderia agir sem a autorização expressa da Mesa Diretora da Câmara. No entanto, o presidente do Legislativo, vereador Paulo Schuh, não estava presente no momento da reunião, impossibilitando uma deliberação imediata.
A situação gerou tensão entre os parlamentares, e os vereadores Anderson Bananeiro (PRD) e Junior Mendonça (PT) protagonizaram um bate-boca durante a sessão, evidenciando o clima de insatisfação e urgência por parte dos servidores e lideranças presentes.





