O sistema de entregas dos Correios, em Rondonópolis, não está funcionando com a capacidade habitual, o motivo é que a categoria está em greve desde a manhã de hoje (18).
A greve é por tempo indeterminado e a reclamação é é contra a retirada de direitos na folha salarial em meio a pandemia e pela preservação da vida.
Segundo o representante dos trabalhadores, em outubro de 2019, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve todas as cláusulas da convenção coletiva, com vigência por 24 meses. Porém, a empresa recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu uma liminar que reduziu para 12 meses. O recurso da categoria ainda corre na justiça, mas, desde 31 de julho, os trabalhadores estão sem cobertura do acordo coletivo.
“Nossa greve é contra a direção dos Correios, que de posse dessa liminar está implementando e retirando uma série de direitos dos trabalhadores, mudando regra de férias, de pagamentos de hora extra, reduziu ticket alimentação, cortou benefício do filho com necessidade especial, reduz a licença a maternidade de 180 dias para 120 dias, diminui o período de amamentação, aumentou desconto do plano de saúde”, explica o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores em Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Fentect), José Rivaldo da Silva.
Ainda conforme os representantes da categoria, a administração federal quer retirar 70 dos 79 pontos da convenção coletiva que complementam o salário médio de R$ 1,8 mil dos trabalhadores. Segundo eles, a categoria não está fazendo greve por benefícios, mas pela manutenção dos direitos estabelecidos pelo acordo coletivo, inicialmente previsto para valer até 2021.





