Senado dos EUA aprova limites para atuação da NSA

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O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (2) o "Freedom Act" ("Ato de Liberdade", em tradução livre), que, pela primeira vez desde os atentados de 11 de setembro de 2001, limita a vigilância eletrônica de cidadãos norte-americanos por parte da Agência de Segurança Nacional (NSA).

Pouco depois, Barack Obama usou o perfil da Presidência no Twitter para comemorar a novidade. "Feliz pelo Senado finalmente ter passado o 'Freedom Act'. Ele protege as liberdades civis e nossa segurança nacional. Vou sancioná-lo assim que o tiver em mãos", escreveu.

Reprodução/Twitter

Entre outras coisas, o projeto proíbe a NSA de coletar indiscriminadamente os dados telefônicos de norte-americanos e conservá-los em sua base de dados, ações que eram permitidas pelo "Ato Patriota", lei antiterrorismo aprovada após os atentados de 11 de setembro e largamente usada desde então.

As informações relativas a telefonemas continuarão sendo armazenadas, mas ficarão sob poder das operadoras e só serão liberadas para a NSA mediante um pedido específico e uma análise caso a caso.

Na última segunda-feira (1º), o programa de coleta de dados chegou a ser interrompido completamente, uma vez que o Senado não havia chegado a um acordo para votar o "Freedom Act".