Saúde de Várzea Grande institui Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes no Pronto Socorro

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Saúde de Várzea Grande institui Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes no Pronto Socorro

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Seguindo a Portaria Ministerial de que todos os hospitais públicos, privados e filantrópicos na Rede de Urgência e Emergência devem ter uma comissão intra-hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplantes, a secretaria municipal de Saúde de Várzea Grande, com o apoio da Central de Transplante do Estado instituiu, esta semana, a Comissão Intra-Hospitalar de Órgãos e Tecidos para Transplantes, no Hospital Municipal e Pronto Socorro.

A  comissão, segundo o Diretor Geral do Pronto Socorro, Ney Provenzano, surge com o propósito de padronizar condutas, agilizar e permitir uma melhor organização do processo de captação de órgãos, melhor identificação dos potenciais doadores, mais adequada abordagem de seus familiares, melhor articulação do Hospital com Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Estado e viabilizar uma ampliação qualitativa e quantitativa na captação de órgãos, notificando as situações de possíveis doações de órgãos e tecidos.

A Central de Transplante Estadual, capacitou profissionais do Hospital e Pronto Socorro, para esta atividade, onde uma equipe multidisciplinar da unidade ficará responsável para articular-se com os profissionais de saúde encarregados do diagnóstico de morte encefálica e manutenção de potenciais doadores, objetivando a otimização do processo de doação e captação de órgãos e tecidos.

“O mais difícil nesta ação é garantir uma adequada entrevista familiar para solicitação da doação, onde estes profissionais terão que fazer uma abordagem de forma humanizada junto ao parente mais próximo daquele paciente que já teve o diagnóstico de óbito, por morte encefálica, por exemplo, e sensibilizá-la de que a doação de órgãos é uma forma de salvar outras vidas. Por isso são importantes a capacitação e a formação de uma equipe exclusiva para esta nova ação dentro do Hospital e Pronto Socorro”, explicou o diretor Ney Provenzano.

Segundo a enfermeira responsável pela organização da nova Comissão, Nathália Elisa Borges Franco, foram capacitadas 15 pessoas que farão parte da equipe multidisciplinar, formada por médicos, enfermeiros, psicólogos e técnicos. Ela destacou a importância do potencial doador.

“Agora após a capacitação precisamos estar atentos, para que a gente tenha um resultado final bom, um doador de qualidade para que possamos entregar para as equipes de captação e para as equipes que vão levar os órgãos captados por nós para outros estados, um órgão de qualidade e que a gente tenha sucesso no enxerto do transplantado. A doação de órgãos é muito importante para melhorar a qualidade de vida de inúmeras pessoas, chegando ao ponto de salvá-las, e para que mais procedimentos sejam possíveis, é essencial ficarmos atentos, para esta nova missão. Triste para a família que perde um ente querido, e ao mesmo tempo, salvando novas vidas, para aqueles que aguardam um órgão, quer seja, córnea, pele, coração pulmão, rins, que são os transplantes mais frequentes no país”, informou Nathália Franco.

Ela destacou ainda que para ser um doador de órgãos, não é preciso deixar nenhum documento por escrito, porém é necessário manter a família ciente do seu desejo, uma vez que a família é quem autoriza e documenta, a liberação de órgãos. “No Brasil há uma legislação rígida para doação, que segue critérios e recomendações. É um ato seguro resguardado por Leis”, asseverou.

O Secretário Municipal de Saúde, Gonçalo de Barros, disse que o município está atento às Políticas Públicas de Saúde, que venham dar maior acesso aos usuários do Sistema Único de Saúde as ações e serviços gratuitos que geram maior qualidade de vida a população que necessita dos serviços do SUS. Ele ressaltou que é importante sensibilizar todos sobre a doação de órgãos.

“O sim, para doação de órgãos significa o recomeço para milhares de pessoas que esperam por um transplante. Hoje são 53.218 brasileiros que aguardam a sua vez de receber um órgão e recomeçar a vida no país. São dados do Ministério da Saúde. Por isso, deixa todo mundo saber que você é um doador. Esse é o nosso objetivo, incentivar os potenciais doadores a deixarem a família ou pessoas próximas cientes dessa vontade, já que são eles que poderão tomar essa decisão. Essa escolha em um momento de dor profunda é delicada, mas pode ficar mais leve se a família souber da vontade do doador. O primeiro ponto é a pessoa se convencer e, após se convencer, ela precisa entender que isso não basta, ela precisa conversar com a família”, ressaltou o secretário ao citar que a legislação brasileira determina que a família é quem que tem que aprovar e dar a palavra final de doação.

“Resolvemos criar esta Comissão, primeiro em cumprimento às legislações do SUS e segundo, ajudar o País a aumentar o número de transplantes, uma vez que o SUS, funciona de forma integrada, entre os entes federados, na oferta de serviços à população brasileira. Mato Grosso retomou o transplante de rim pelo SUS, e que foi prejudicado pela alta nos casos da Covid-19. Agora com a criação da Comissão, Várzea Grande faz parte da Rede de Serviços de coleta de órgãos do Estado. É uma importante contribuição para salvar vidas e amenizar o sofrimento de quem está na fila na espera de um órgão”, disse o secretário Gonçalo Aparecido de Barros.

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