Uma coroa de diamantes e esmeraldas, uma das joias roubadas neste domingo (19) no Museu do Louvre, foi encontrada danificada em uma rua de Paris, segundo autoridades francesas.
A coroa pertenceu à imperatriz Eugênia, esposa do imperador Napoleão III, e é composta por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas. O vídeo acima mostra detalhes da peça, que foi encontrada em uma rua próxima do museu.
Autoridades dizem que oito peças foram levadas pelos ladrões. São joias e pedras preciosas que ficam na Galeria de Apolo, setor do museu que abriga tesouros históricos.
Uma brasileira estava na Galeria de Apolo e filmou estrondos na sala momentos antes do roubo.
O Louvre é o museu mais visitado do mundo e foi invadido por criminosos à luz do dia, por volta das 9h30, no horário de Paris (madrugada no Brasil). Havia visitantes no momento.
O prédio foi imediatamente esvaziado e ficará fechado durante o domingo.
Segundo as investigações iniciais, a ação durou sete minutos e envolveu ao menos quatro suspeitos. Dois deles invadiram o museu e os outros dois esperavam em motos para a fuga. Ninguém foi preso.
Os ladrões acessaram o museu subindo por um pequeno guindaste estacionado ao lado do prédio. Em seguida, quebraram a janela e entraram.
O que é a Galeria de Apolo
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A Galeria de Apolo, no Museu de Louvre, em Paris, em imagem de arquivo — Foto: Museu do Louvre/Divulgação
O site do Louvre descreve a Galeria de Apolo como uma obra do rei Luís XIV, o “Rei Sol”. Ele reconstruiu a sala após um incêndio no palácio, em uma homenagem ao deus grego Apolo, que simbolizava a luz.
Entre os destaques da coleção está o diamante Regent, de 140 quilates e avaliado em mais de US$ 60 milhões. Ele não foi levado pelos ladrões.
O diamante foi encontrado em 1698, na Índia.
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Diamante de 140 quilates que faz parte da galeria de Apollo, no museu do Louvre, que foi roubada em 19 de outubro de 2025. A peça, no entanto, não foi levada pelos ladrões. — Foto: Divulgação/ Museu do Louvre
O museu abriga mais de 33 mil obras, entre antiguidades, esculturas e pinturas — da Mesopotâmia, do Egito de mestres europeus das artes.
É lá que está o quadro Mona Lisa, do italiano Leonardo da Vinci, gênio do Renascimento.
O Louvre tem um longo histórico de furtos e tentativas de roubo.
O mais famoso foi em 1911, quando a Mona Lisa desapareceu de sua moldura, roubada por Vincenzo Peruggia, um ex-funcionário que se escondeu no museu e saiu com a pintura debaixo do casaco.
A obra foi recuperada dois anos depois, em Florença, na Itália. O episódio ajudou a transformar o enigmático retrato na obra de arte mais conhecida do mundo.
Em 1983, duas peças de armadura da era renascentista foram roubadas e só recuperadas quase quatro décadas depois.
A coleção do museu também carrega o legado de saques da era napoleônica, que ainda hoje geram debates sobre restituição.





