O secretário de finanças do município, Rodrigo Lopes da Silveira, é o único entre todos os nomeados pelo prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio para ocupação de cargos no primeiro escalão que permanece na gestão desde janeiro de 2017, quando Pátio foi empossado a prefeito.
A ex-secretária de Educação, Mara Gleibe da Fonseca também estava no cargo desde o primeiro dia da posse de Pátio, mas acabou pedindo exoneração para ser pré-candidata a vereadora e mesmo voltando ao cargo no final de outubro pediu exoneração novamente.
O prefeito Zé Carlos do Pátio (PSB) somando esse atual mandato, com o anterior, trocou praticamente todo o seu secretariado. Um levantamento feito pelo site Primeira Hora mostra, por exemplo, que apenas o secretário de finanças do município, Rodrigo Silveira, permanece no cargo, desde a posse do prefeito.
Os demais nomes que foram chamados para compor o primeiro escalão foram trocados ou mudados de secretaria, dentro da esfera administrativa da prefeitura.

Silveira, no entanto, ficou todo esse tempo no cargo, ao qual foi nomeado originalmente, por ter um perfil extremamente técnico e por conhecer a máquina administrativa como poucos na cidade. Ele está na prefeitura desde 2008, e passou por praticamente todos os setores da complexa secretaria de finanças, antes de sentar-se na cadeira de secretário em 2017.
Por outro lado, Mara Gleibe de Fonseca, entrou na gestão de Pátio desde 2017, mas está exonerada da secretaria de Educação.
Outro nome, que era intocável, é Anderson Flávio de Goddoy, que até o ano passado, respondia pela Procuradoria Geral do Município, cargo que pediu demissão. Goddoy também estava na gestão desde 2017.
A lista de nomes de extrema confiança do prefeito ainda conta com Paulo José Corrêa, que em 2017 assumiu a habitação e acabou pedindo exoneração do cargo, para disputar uma cadeira na Câmara Federal. No entanto, como não conseguiu viabilizar o seu projeto, deve voltar à gestão, como presidente do Sanear.
Mas acabou saindo novamente para ser candidato a prefeito e perdeu a eleição.
Leandro Arduini também está desde o começo da gestão , mas chegou a ficar afastado do cargo por decisão judicial que foi derrubada , após a Justiça concluir a inocência dele.
No Gasp, por exemplo, Valdemir Castilho, o Biliu, não foi o primeiro nomeado para a pasta. O Gabinete de Apoio à Segurança Pública ficou sob o comando de Mara Gleibe, durante dez meses, antes de Pátio chamar Biliu para o cargo.
Pátio, no entanto, teve dificuldades em algumas secretarias; como é o caso da Infraestrutura, que ficou uma das pastas mais complexas, tendo alta rotatividade de mudanças.
Em 2017, a primeira nomeação feita pelo prefeito foi Nívea Calzolari, depois veio Nafez Daoud, que deixou a secretaria, ele faleceu em 2021, vítima da Covid. Na ordem assumiram, Ingrid Tomazella; Claudine Logrado e por último Vinícius Amoroso e Dhyogo Parreira.
Na saúde, a rotatividade foi alta também. O primeiro secretário nomeado para o cargo, pelo prefeito, foi Adoflfo Grassi de Oliveira, que durou três dias no cargo. Depois, Izalba Diva de Albuquerque assumiu a pasta e foi afastada por decisão judicial. Em seguida, ainda foram para saúde, Marcus Neves, Rodrigo Ferreira, Vinicíus Amoroso, até o retorno de Izalba. Depois foi nomeada Ione Rodrigues.
O próprio prefeito Zé do Pátio reconhece que a vida de secretário em sua gestão não é fácil. “Meu secretariado é muito cobrado por mim, e sempre isso gera uma discussão ou outra”, disse o prefeito.
Por outro lado, alguns secretários reclamam de uma espécie de ingerência de assessores mais próximos em ações dentro das pastas e também do perfil centralizador do prefeito.





