RESGATE HISTÓRICO- Com oito candidatos; disputa de 2020 repete recorde de 1982



Pela primeira vez, em 38 anos, a cidade de Rondonópolis vai ter uma disputa com oito candidatos. A eleição de 2020 vai repetir o que ocorreu no processo eleitoral de 1982, considerada uma das mais enigmáticas da história política da cidade, quando também oito nomes foram colocados em disputa.

Nesta quarta-feira, o empresário Cláudio Ferreira, o Paisagista (DC), Luiz Homem de Carvalho, o Luizão (Republicanos), Thiago Muniz (DEM), Kleison Teixeira (Psol), Kléber Amorim (PT), Ubaldo Tolentino de Barros (Cidadania), Vanderlei Bonoto (PRTB) e o atual prefeito Zé Carlos do Pátio (SD) definiram em convenções que vão entrar na disputa e oficializaram os seus nomes.

Em 1982,  o empresário João Moraes (PDS), Moisés Feltrin (PDS), Candinho (PDS), Eduardo Gomes (PDT), Anderson Vatutin Loureiro (PDT), Jonas Matos (PT), Antônio Estolano (PMDB) e Carlos Bezerra (PMDB) se enfrentaram em uma eleição disputadíssima e vencida de forma surpreendente pelo então deputado federal Carlos Bezerra.

No entanto, naquela disputa, os partidos poderiam lançar mais de um candidato e os votos eram somados, dando a vitória à sigla que conquistou mais votos e assim sendo, o primeiro lugar do partido mais votado ganhava a prefeitura.

Bezerra e Estolano somaram 15034 votos, Bezerra somou 13429 e Estolano 1605. Os candidatos do PDS somaram 14737 votos; Moisés Feltrin ficou com 5950, Candinho 5171 e João Moraes com 3616.

Assim como em 2020, o processo eleitoral de 82, foi polarizado entre a direita, representada pelo PDS e a esquerda pelo PMDB.  O PDS defendia o regime militar da época e o MDB defendia a reabertura política; o PT e o PDT também representavam a esquerda.

No entanto, houve uma verdadeira guerra entre os três candidatos da direita durante a disputa. Na apuração, os fiscais dos três direitistas pediam a anulação de votos de companheiros de chapa e muitos perderam votos.

Bezerra, por outro lado, fez uma campanha concentrada na Vila Operária e região rural e sem muita concorrência dos candidatos do PDS que foram atrás de votos dos bairros mais centrais.

Os primeiros dias da contagem dos votos que era manual colocava Moisés Feltrin como provável prefeito, mas quando começaram as urnas da periferia e da zona rural, Bezerra virou o jogo.

Neste processo de 2020, há uma semelhança, a direita está com três candidatos declarados; Luizão, Paisagista e Bonoto; o trio passou boa parte da pré-campanha sem se entender e acabou se dividindo. O centro está representado por Pátio e Thiago Muniz e a esquerda pelo petista Kléber Amorim e psolista Kleison Teixeira.